A irregularidade nas chuvas deve continuar

Previsão do tempo

A irregularidade nas chuvas deve continuar

Janeiro e fevereiro deverão registrar chuvas dentro do normal ou um pouco abaixo em grande parte do Estado
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Condições ocorridas no mês de Novembro 

Em novembro tivemos maior persistência das chuvas no Noroeste, Oeste, Campanha e região Central do Rio Grande do Sul, inclusive com altos acumulados. Norte e Noroeste, climatologicamente falando, recebem mais chuva que nas demais regiões durante o mês de novembro, com acumulados superiores aos 150 mm. No entanto, a região noroeste foi a que recebeu mais chuva, acumulando mais de 280 mm, ou seja, quase o dobro da média histórica para o mês. Regiões orizícolas como Fronteira Oeste, Campanha, Central e parte da Planície Costeira Externa também registraram acumulados de precipitação acima da Normal Climatológica. O Sul do Estado teve chuvas abaixo da média, o que prejudicou um pouco o estabelecimento inicial de algumas lavouras de soja, inclusive com casos de ressemeadura. Já o excesso de chuvas atrapalhou a semeadura do arroz em boa parte da região Central do Estado, já que chovia, em média, uma vez por semana, não permitindo que o solo tivesse piso para a entrada das máquinas para efetuar a semeadura.

Com relação às temperaturas, elas ficaram, no geral, acima da média histórica. Todo o território gaúcho registrou temperaturas acima da média em novembro, variando de 1 a 3°C acima da Normal Climatológica. Já as temperaturas máximas ficaram dentro da normalidade na maioria das regiões, e apenas entre Rio Pardo, Porto Alegre e Serra Gaúcha que ficaram com valores entre 2 e 4°C acima da média.

De modo geral, as chuvas parecem estar acontecendo de forma intercala, com períodos mais chuvosos e períodos mais secos. E é como dezembro está se ‘desenhando’, ou seja, a primeira quinzena do mês foi seca e à segunda quinzena será de mais dias com chuvas, mesmo que venham a acontecer de forma isolada. Só lembrando, que agora, com a chegada do verão, passaremos a observar as chuvas de verão, ou seja, pancadas de chuva localizadas e passageiras.

Para dezembro, se espera que o aquecimento continue, de forma lenta e alternando o aquecimento com resfriamento na região 1+2. Em continuando essa situação, espera-se que as chuvas aconteçam de forma intercalada. No entanto, durante o verão, o produtor deve ter mais atenção, já que como as temperaturas são mais elevadas, a evapotranspiração também aumenta e, com isso, as plantas demandarão mais água. Outro ponto a ser levado em consideração são as formas das chuvas, que tendem a ser mais isoladas e passageiras, o que pode ocasionar alguma estiagem localizada e não duradoura. Isso é o que chamamos de variabilidade da precipitação. Mesmo com toda essa variação nas chuvas, não se pode descartar o risco de chuvas intensas, com ocorrência de enchentes e alagamentos, em momentos pontuais.

Previsão para a precipitação nos próximos três meses

A previsão de probabilidades do IRI (International Research Institute for Climate and Society, da Universidade de Columbia-EUA) mostra que as chuvas devem ficar acima da média na metade Sul do Estado no trimestre DJF. Os modelos climáticos dos centros brasileiros de meteorologia (INMET e CPTEC) têm mostrado, para o trimestre DJF que partes do estado devem ter chuvas acima e partes abaixo da média.

O modelo do INMET/UFPel prevê chuvas acima da média para dezembro, em todo o Rio Grande do Sul. Contudo, durante à primeira quinzena choveu muito pouco ou nada, dependendo da região e, por isso, talvez a previsão de chuvas acima da média não se concretize em todas as regiões, contrariando a previsão mostrada no mapa. Mas as regiões da Campanha e Oeste são as que ficarão com os maiores volumes de chuva neste mês. Janeiro e fevereiro devem registrar chuvas dentro da normalidade, exceto do Sul e faixa litorânea, que devem apresentar chuvas um pouco acima do normal. Voltando a salientar que janeiro e fevereiro podem ficar com chuvas abaixo da média em algumas regiões, porém é difícil dizer quais regiões, devido à grande variabilidade na precipitação.

De forma geral, as temperaturas, tanto as mínimas quanto as máximas, devem ficar entre o normal e um pouco acima do normal, embora que nos primeiros dias de dezembro tenham ficado bem abaixo da média. Até o dia 13/12, a temperatura mínima ficou entre 1 e 4 °C abaixo da média em todo o Estado e a temperatura máxima ficou entre 1 e 3 °C abaixo da média na metade Oeste.

Resumo para os próximos meses:

Dezembro: A segunda quinzena será marcada pela instabilidade atmosférica, ou seja, teremos muitos dias com chuva ou nublados e temperaturas mais altas. Existe o risco para enchentes em áreas próximas a rios.

Janeiro e Fevereiro: Deverão registrar chuvas dentro do normal ou um pouco abaixo em grande parte do estado. No Sul, as chuvas devem ficar entre a média ou pouco acima da média. Para fevereiro segue a mesma situação, porém fevereiro poderá ter um pouco mais de chuvas na faixa litorânea do Rio Grande do Sul.

Março/Abril: Tudo dependerá de como os oceanos Pacífico e Atlântico se comportarão em dezembro e janeiro, mas é preciso ficar atento à chegada do Outono, estação de transição entre a estação quente e fria do ano. Neste período há intensificação das frentes frias e, com isso, poderemos ter problemas com chuvas no período da colheita. E, se o aquecimento no Pacífico persistir, ele poderá intensificar essas frentes frias.

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