A maior cotação do café nos últimos dois meses em Nova York
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Agronegócio

A maior cotação do café nos últimos dois meses em Nova York

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O café registrou ontem sua maior alta em dois meses com a especulação de que o fortalecimento do real em relação ao dólar reduza as exportações brasileiras de café, o maior produtor mundial.

Os preços futuros de café avançaram 31% no ano passado, com as expectativas de uma colheita menor durante a próxima safra no Brasil. As estimativas são de que a valorização do real, para a melhor cotação em três meses em relação ao dólar, reduza os embarques, pois indica que os exportadores ganharão menos ao converter as vendas de volta à moeda local, segundo traders.

O contrato do café arábica para março subiu 3,2% no pregão de ontem da Coffee, Sugar and Cocoa Exchange (CSCE), e fechou negociado a 63,25 centavos de dólar por libra-peso, em Nova York, o mais alto preço de fechamento desde 10 de dezembro e o maior ganho de um dia desde 15 de novembro. "Com o real mais forte em relação ao dólar, provavelmente não haverá muitas vendas para fora do Brasil"'', comentou Michael McDougall, diretor da Fimat USA Inc. em Nova York.

As estimativas são de que o Brasil colha 27,7 milhões de sacas de 60 quilos de café na colheita que começa em junho, conforme previsão do Ministério da Agricultura, divulgada no mês passado.

Se confirmada, a lavoura seria 46% menor que a do ano passado, que atingiu um recorde de 51,6 milhões de sacas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Por outro lado, o Conselho Nacional de Café (CNC), órgão que representa o setor produtivo, estima quebra maior do que a prevista pelo governo brasileiro.

A entidade espera por uma redução da ordem de 50% e se baseia na estiagem que atingiu a região produtora para tal expectativa e acredita que o Ministério irá rever seu levantamento.

O clima seco em outubro prejudicou os pés que florescerão este ano, reduzindo a produtividade esperada, informou o Ministério. Mesmo antes da seca, esperava-se uma queda na produção do Brasil, pois os pés precisariam de tempo para recuperar-se da colheita recorde do ano passado, que foi 47% superior à da safra anterior.

Na London International Financial Futures and Options Exchange, o café para entrega em março avançou US$ 10, ou 1,2%, para US$ 834 a tonelada (US$ 0,3783 a libra).

Claudia Carpenter, Bloomberg News


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