Na Bolsa de Chicago a soja fechou em alta com clima no Brasil, mas o acumulado da semana ainda sente os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O contrato de soja para janeiro24, a próxima data negociada nos EUA, fechou em alta de 0,30 %, ou $ 4,00 cents/bushel a $ 1347,50”, comenta.
“A cotação de maio24, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,15 % ou $ 2,00 cents/bushel a $ 1371,50. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em baixa de -0,11 % ou $ -0,5 ton curta a $ 449,4 e o contrato de óleo de soja para dezembro fechou em alta de 1,49 % ou $ 0,75/libra- peso a $ 51,20”, completa.
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A cotação de Chicago não recuperou totalmente o baque do relatório sobre oferta e demanda do USDA no dia anterior. “No entanto, a preocupação com o clima no Brasil, onde temos a possibilidade de novos alagamentos na região sul e a pior seca em 30 anos na região central e norte, é o parâmetro dos Traders até o final do ano, uma vez a safra americana está praticamente colhida.
Outro fator de alta são os sinais de demanda chinesa pelo grão americano, visto a grande disponibilidade no momento e a dificuldade logística do Brasil nos portos. O farelo de soja fechou o dia em baixa, mas a semana em alta. Mostrando que o subproduto pode estar reduzindo o ritmo de alta, mas ainda está retornando ao patamar de julho de forma consistente. O óleo de soja fechou o dia e a semana em alta acompanhando a cotação do petróleo”, indica.
“As chuvas ficarão abaixo da média no Brasil central nos próximos 15 dias, diz o Itaú BBA. Segundo o banco, os mapas meteorológicos do modelo americano, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), mostram que o clima continuará prejudicando o avanço do plantio da soja e colocará mais pressão sobre o resultado da colheita”, conclui.