Abramilho pretende criar Programa para o aumento da produtividade
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Agronegócio

Abramilho pretende criar Programa para o aumento da produtividade

Entre as propostas levantadas para o setor estão os insumos, produção, logística, comercialização e beneficiamento
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Para promover o aumento da produção e produtividade do milho, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) realizou, na manhã dessa segunda-feira (24), uma reunião com a Associação Brasileira do Milho (Abramilho). Com o encontro, a Abramilho pretende formalizar uma proposta e apresentar ao Governo Federal. A intenção é a criação de um Programa que tem o objetivo de estimular a produção de milho. O presidente da Faeg, José Mário Schreiner, destaca que entre as propostas levantadas para o setor estão os insumos, produção, logística, comercialização e beneficiamento.


Ele salienta que o foco principal da reunião é logística, já que, muitas vezes, o milho é limitado em relação a sua comercialização e preço se torna não muito atrativo para o produtor devido o gargalo logístico. José Mário acrescenta que, hoje, em Goiás, o milho é cultivado, praticamente, em todos os municípios. “Grande parte da nossa produção é usada internamente e o restante exportado.”

Alisson Paulinele, presidente executivo da Abramilho, destaca que Goiás é um estratégico e grande produtor de milho no Brasil. “Nós esperamos que esse Programa, que foi pensado há um ano, crie a possibilidade de integrar toda a cadeia do milho de um modo geral. Nossa intenção é que o Brasil possa se tornar um grande player no mercado mundial.”

Ele explica que o Brasil foi esporadicamente produtor de milho, às vezes importa ou exporta, e isso não é ideal. “Nossa produção fica estagnada entre 50 e 60 milhões de toneladas, sendo que só o consumo, já passou de 50 milhões. Se não agirmos, vamos ter uma deficiência de milho no Brasil”, diz.


Alisson explica que, atualmente, o produtor está com preço razoável e consumidor paga um preço, de certa forma, alto. Para mudar esse cenário, segundo ele, é preciso ter uma produção homogênea, consistente, que dê tranquilidade para o Brasil ser competitivo no exterior. “Nós temos condições para isso. Temos tecnologia, bons produtores e somos capazes de produzir o milho com alta qualidade para ser inserido no mercado internacional.”

De acordo com o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa é que a produção de milho continue crescendo, principalmente na segunda safra. “Esse ano nós já tivemos a safra recorde no Mato Grosso, e, segundo os estudos da Conab, essa produção tende a aumentar mais.” Ele lembra que isso depende muito da questão climática e de fatores externos como, por exemplo, a queda da produção nos Estados Unidos em decorrência da estiagem.

Para o presidente da Conab, o Governo Federal, necessita investir em armazenagem. “Estamos concluindo um Plano Nacional de Armazenagem, onde nós vamos colocar novos armazéns e, além disso, nós precisamos modernizar esses armazéns. Como no caso de Goiás, o armazém de Rio Verde que é uma grande unidade armazenadora.”


Ele acrescentou ainda que, é de fundamental importância o Governo Federal ter a sensibilidade de ouvir os segmentos organizados. “Quem representa o setor do milho precisa estar reunido e atento às demandas e reivindicações. Para que juntos passamos buscar soluções para o setor.”

Além dos presidentes da Abramilho e Conab, participaram do evento, o Secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Antônio Flávio Camilo de Lima, o Chefe Geral da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Purcino, o representante da Fundação Cabral, Michel Abras, o representante do Sebrae, Joel Rocha e o José Maria dos Anjos, representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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