Açúcar: mercados fecham mistos
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Imagem: Pixabay
AGRONEGÓCIO

Açúcar: mercados fecham mistos

Contrato maio/22 de NY valorizou 10% em março
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Os contratos futuros do açúcar fecharam o último dia do mês de março mistos nas bolsas internacionais. Em Nova York, na ICE Futures, apenas o lote maio/22 fechou valorizado, com negócios firmados em 19,49 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2 pontos, ou 0,01%. Os demais contratos fecharam todos no vermelho, com quedas que variaram entre 3 e 7 pontos.

Segundo a Reuters, no mês de março o lote maio/22 do açúcar bruto de NY valorizou 10%, acompanhando os ganhos do petróleo em meio ao conflito na Ucrânia. "Os preços mais altos do combustível podem levar as usinas brasileiras a transferirem a produção de açúcar para etanol", disse a agência.

Ontem a Conab -- Companhia Nacional de Abastecimento informou que o mês de março foi positivo para o complexo cana, açúcar e etanol no mercado interno brasileiro. O açúcar, segundo a estatal, "segue o comportamento do mercado externo, em um movimento influenciado pelo aumento das cotações de petróleo", mas a chegada da próxima safra de cana no Centro-Sul e a valorização do real devem limitar a alta do produto, destacou.

Londres

A quinta-feira foi de alta na maioria dos lotes da ICE Futures Europe para o açúcar branco. Os cinco primeiros lotes fecharam valorizados. O contrato maio/22 foi contratado ontem a US$ 541,50 a tonelada, valorização de 4,30 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela agosto/22 fechou em alta de 2,40 dólares, negociada a US$ 530,70 a tonelada. Os demais contratos oscilaram entre queda de 50 cents e alta de 1,80 dólar.

Mercado doméstico

No mercado interno a quinta-feira foi de alta para o açúcar cristal medido pelo Indicador Cepea/Esalq. A saca de 50 quilos foi negociada ontem a R$ 142,86 contra R$ 140,82 da véspera, valorização de 1,45% no comparativo. No mês de março o indicador valorizou 7,88%.

Etanol hidratado

Pelo segundo dia consecutivo o etanol hidratado fechou desvalorizado pelo Indicador Diário Paulínia. Ontem o biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 3.480,00 o m³, contra R$ 3.495,00 o m³ praticado no dia anterior, desvalorização de 0,43% no comparativo. No mês de março o indicador subiu 17,81%.
Ainda segundo a Conab, a valorização do etanol no mercado interno brasileiro seguiu a alta do petróleo e a maior competitividade do biocombustível frente à gasolina. "Além disso, o avanço no controle de covid-19 também favorece a perspectiva de fortalecimento do consumo no início da safra 2022/23."


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