Aeroclube de Santa Cruz oferece um voo para o futuro
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Agronegócio

Aeroclube de Santa Cruz oferece um voo para o futuro

Até o próximo dia 10, estão abertas as inscrições ao curso oferecido pelo aeroclube e que deve atrair alunos de vários estados
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Pessoas com mais de 18 anos, que tenham interesse em seguir a carreira de piloto, podem alçar voo a partir de Santa Cruz do Sul e ingressar em uma atividade onde faltam profissionais no Brasil e no exterior. Até o próximo dia 10, estão abertas as inscrições ao curso oferecido pelo aeroclube e que deve atrair alunos de vários estados.

A falta de profissionais é hoje uma das grandes preocupações do setor aéreo, no Brasil e em vários países. Conforme o piloto e instrutor do Aeroclube de Santa Cruz, Geison Hallmann, a procura é maior do que a oferta e a busca por esta mão de obra tem crescido ano após ano. Somente a TAM está com seleção aberta para o preenchimento de 350 vagas para copilotos, e a Gol, para 180.

Ele ressalta que a procura de profissionais não é apenas para a aviação comercial, mas também para empresas de táxi aéreo e aviação agrícola. Nesse último setor, já neste ano 20% da frota ficará parada por falta de pilotos, com prejuízos significativos para a agricultura. Já as empresas de táxi aéreo estão contratando os instrutores dos aeroclubes. De Santa Cruz, por exemplo, dois estão indo para esse setor.

De acordo com Hallmann, a tendência é que essa demanda cresça ainda mais e já a curto prazo, em função da Copa do Mundo no Brasil. “O curso que o aeroclube oferece, abre as portas para uma profissão de futuro.” Salientou que um piloto que ingressa na aviação agrícola, por exemplo, na primeira safra em que atuar pode ganhar até R$ 70 mil, pagando com folga todo o curso. Na segunda, o faturamento já pode chegar a R$ 100 mil.

FUTURO

O curso desenvolvido em Santa Cruz permite voos mais altos. Um piloto comercial, por exemplo, tem salário inicial de R$ 7 mil quando atua dentro do País. Se a pessoa for competente e determinada, vai chegar a comandante, onde o ganho é de R$ 14 mil. Caso se proponha a trabalhar no exterior, o salário chega a R$ 40 mil.

O aeroclube tem seis aeronaves e quatro instrutores. O curso completo de três anos, para piloto privado e comercial, fica em torno de R$ 28 mil. “O custo é bem menor do que o de uma faculdade”, lembra o instrutor.

Curso completo tem duração de 3 anos

A carreira de piloto começa em cursos como o do Aeroclube de Santa Cruz, que é homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O de piloto privado tem duração de 24 meses. Para se tornar piloto comercial, é necessário mais um ano de aulas práticas e teóricas.

O aeroclube tem convênio com a Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUC/RS, e a Anac disponibiliza anualmente 12 bolsas para a formação de futuros pilotos. No curso em andamento, participam 33 alunos, vindos das mais diversas cidades gaúchas. Para o próximo, há a previsão de inscritos de outros estados, como São Paulo e Bahia.

Em função da demanda por mão de obra, a aviação comercial, que exigia do candidato para a função de copiloto um mínimo de 1,5 mil horas de vôo, hoje está admitindo pessoas com curso de piloto comercial com 150 horas de voo de experiência. Também foi abolida a exigência de idade máxima de 30 anos para uma empresa contratar um profissional.


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