Aftosa: vacina pode ser comprovada até sexta no Paraná
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Agronegócio

Aftosa: vacina pode ser comprovada até sexta no Paraná

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Os pecuaristas têm até sexta-feira para comprovar a imunização do rebanho bovino ou bubalino contra a febre aftosa. Ontem o movimento era grande no Núcleo da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) em Ponta Grossa. O novo prazo permite que quem perdeu o prazo ainda possa fazer a comprovação. Até o meio da tarde cerca de 80% do rebanho da Região tinha sido declarado como vacinado. A expectativa é que os números cheguem a 100% do estimado até o final da semana.

Ontem terminou o prazo para a vacinação, mas todo o criador deve preencher os formulários de comprovação, que são entregues na aquisição da vacina, e entregar no Núcleo da SEAB ou nas unidades municipais da Secretaria. O chefe da Defesa Sanitária Animal (DSA) do Núcleo regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), Hercy Carvalho de Souza, disse que este ano o prazo para a imunização não foi prorrogado já que as condições apresentadas foram favoráveis. "Não faltou vacina, como no ano passado, o tempo ajudou e foi feita uma boa divulgação", diz.

Até o final do mês deve ser divulgado o resultado da campanha. Este ano o objetivo era de vacinar 9,7 milhões de bovinos e bubalinos no Estado. Na Região dos Campos Gerais, segundo o Núcleo Regional da SEAB, são mais de 935 mil cabeças. No ano passado, na primeira fase de imunização, foram vacinados o correspondente a 98,8% do rebanho.

Área livre

O último caso de febre aftosa foi registrado há oito anos no Paraná. Devido a ausência da doença, em maio de 2000 o Estado foi reconhecido pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) como área livre da febre aftosa, com vacinação. Ainda não há previsão sobre quando a vacinação será suspensa. A decisão depende dos programas internacionais de erradicação que procuram garantir que o vírus não seja reintroduzido na área livre, ou que quando isso ocorra haja a rápida eliminação do foco.

A febre aftosa não afeta seres humanos mas causa sérios prejuízos para a pecuária em geral. A doença, causada por um enterovirus do grupo picornovirus (gênero aftovirus) pode ser transmitida pela alimentação (principalmente suínos), água e ar e atinge todos os animais de casco partido, como bovinos, caprinos, ovinos e suínos.

Como os bovinos e bubalinos são afetados principalmente pelo ar a campanha de vacinação se concentra nestes animais. Além disso, segundo Hercy, os outros animais, como ovinos e caprinos, servem de sentinela para controlar a doença. A febre aftosa causa febre alta e salivação exagerada nos animais, além de aftas em toda a boca. Também causa ferimentos no casco e úberes de vacas. Com isso os animais não comem e entram em morbidade, perdem peso e deixam de produzir leite.


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