Agricultor de Goiás é contra o cultivo de transgênicos e plantio direto
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Agronegócio

Agricultor de Goiás é contra o cultivo de transgênicos e plantio direto

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O produtor rural Ricardo Dall"Olio, de Chapadão do Céu, em Goiás, na divisa com o Mato Grosso do Sul, não tem dúvidas. Mesmo que o cultivo seja liberado, ele está decidido a não plantar variedades geneticamente modificadas de soja ou milho nem qualquer outro produto agrícola transgênico destinado a consumo humano. A exceção seria o algodão.

Mesmo sabendo que a maioria dos produtores rurais defende o plantio dos transgênicos, Ricardo Dall"Olio diz que a questão é de opinião pessoal. "Ainda não se sabe o que os transgênicos vão causar nos seres humanos e nos animais que consomem estes produtos", diz.

Italiano da região da Emília Romagna, onde fica a cidade de Ímola, Dall"Olio chegou ao Brasil aos 21 anos, em 1985, junto com o pai, para abrir a fazenda em Chapadão do Céu. Ele mantém-se fiel às suas origens quanto ao sistema de cultivo. Enquanto a maioria dos produtores realiza o plantio direto, Dall"Olio prepara a terra para cultivo pelo sistema tradicional, com operações que revolvem o solo.

"Embora o sistema tradicional envolva maior número de máquinas e operações, o custo é quase o mesmo, pois no plantio direto os gastos com herbicidas para dissecação das plantas são significativos", diz. Em relação aos problemas de erosão com o cultivo tradicional, ele diz que há uma ocorrência ou outra nas terras, mas as curvas de nível seguram as águas e os problemas que surgem são de fácil solução.

Nesta safra, Ricardo Dall"Olio está cultivando 1.300 hectares de soja e 1.150 de milho. A colheita do milho já representa 25% da área plantada e a produtividade obtida está na faixa de 125 sacas por hectare, volume abaixo da média da safra passada, que ficou em 141 sacas por hectare. Ele disse que faltou chuva na época do plantio do milho, em setembro e outubro e as chuvas que vieram depois foram pesadas.

Na soja, Dall"Olio procura controlar a ferrugem asiática e pelas suas contas serão necessárias de duas a três aplicações de fungicidas. Os produtores de Chapadão do Céu estão convivendo com a ferrugem pela terceira safra consecutiva. As primeiras notícias sobre a ferrugem vieram da região, quando ninguém sabia como seria o impacto da doença.

Dall"Olio espera para esta safra uma produtividade média entre 51 sacas e 52 sacas de soja por hectare. "Cerca de 80% das lavouras estão boas e o restante foi afetado pela chuva de granizo ou pela ferrugem", diz. O produtor reclama da alta dos custos de produção, que neste ano ficaram 40% acima da média histórica da fazenda.

Ele está estudando a introdução de uma terceira cultura na propriedade, que seria o algodão, para fazer a rotação das áreas cultivadas e assim cortar ciclo de pragas e doenças. Em relação ao cultivo de inverno, ele diz que já tentou o plantio de milho safrinha, mas o resultado não foi favorável.

Rally da Safra

O Rally da Safra é a maior expedição privada para avaliação de safra já realizada no País. Quatro equipes formadas por agrônomos e jornalistas vão percorrer 25 mil quilômetros pelas principais regiões produtoras de grãos. Duas equipes, a Leste e a Oeste, já estão na estrada.

As outras duas, Nordeste e Norte-Sul, farão a viagem em março. O projeto é uma iniciativa da empresa de consultoria Agroconsult, com patrocínio da Bunge Fertilizantes, Banco do Brasil, Kepler Weber e John Deere.


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