Agricultor do Rio Grande do Sul protesta por mais salário

Agronegócio

Agricultor do Rio Grande do Sul protesta por mais salário

Mobilizações do setor serão realizadas de 10 a 12 de maio em municípios do Interior e em Porto Alegre
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A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical e os sindicatos rurais e urbanos acertaram ontem a realização no Estado de marchas em defesa de 15,38% de aumento no piso salarial regional. Reunidos em plenária na sede da federação, os dirigentes das entidades decidiram promover mobilizações nos dias 10 de maio, em Caxias do Sul; 11, em Canoas; e 12, em Porto Alegre, contra o projeto encaminhado pelo governo estadual concedendo reajuste de 8,63%, cujo prazo para votação se encerra no próximo dia 15 de maio.

O deputado Heitor Schuch (PSB) já tem protocolada uma emenda propondo a adoção do mesmo percentual de aumento concedido pelo governo federal para o salário mínimo. Se aprovada, afirma o presidente da Fetag, Ezídio Pinheiro, a entidade até abriria mão dos 19,53% de reajuste que vinha reivindicando por conta dos 3,6% de crescimento econômico do Estado.

As solicitações estão fundamentadas na importância que o salário regional adquire para o setor primário. "Para a área rural, o piso é fundamental, pois 90% dos trabalhadores estão vinculados a ele. Se ficar como o governo quer, dificilmente os patrões negociarão um índice maior de reajuste nos 112 municípios onde há convenção coletiva de trabalho", alertou Pinheiro durante o encontro ontem na Capital. A Fetag entende que o governo estadual não foi coerente em relação à reposição sugerida ao salário mínimo em 2005, tendo em vista posições adotadas em anos anteriores.

Do 1,8 milhão de trabalhadores do campo e da cidade cuja referência salarial é o piso, 200 mil são assalariados rurais, destacou. Sem dissídio e com a menor das quatro faixas salariais, a categoria passaria a negociar seus vencimentos a partir de R$ 367,17 - se o reajuste for de 8,63% - ou de R$ 390,00, caso sejam acatados os 15 pontos percentuais de aumento.


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