Agricultores gaúchos adotam adubação biológica na lavoura
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Agronegócio

Agricultores gaúchos adotam adubação biológica na lavoura

Método traz ganhos para agricultura orgânica e convencional
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A agricultura brasileira tem obtido ganhos de produtividade nos últimos 10 anos e não é à toa que o país vai produzir mais de 190 milhões de toneladas de grãos na safra 2013/14, de acordo com projeções do último levantamento de safras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Só que estamos chegando numa crise produtiva importante e preocupante, onde os custos são maiores que a produtividade. A adubação biológica é a solução e percebendo isso, agricultores gaúchos estão adotando a técnica.

O agricultor Romeu Kohlrausch, do município gaúcho de Victor Graeff utilizou a técnica da adubação biológica nos seus 85 hectares de trigo, justamente preocupado com a compactação do solo. “A gente colheu o trigo com resultado razoável e com baixo custo de produção com a adubação biológica, pois a gente utiliza os recursos da fazenda para fazer compostagem”, destaca Kohlrausch, um dos pioneiros no plantio direto, disse que passou a produzir com a técnica depois que vizinhos tiveram melhores resultados com a reestruturação do solo.

O solo compactado ao longo dos anos faz com que as plantas (soja, milho e trigo) tenham dificuldade para obter melhor enraizamento impedindo que nutrientes cheguem às folhas e a toda planta. Como resultado, em várias regiões do país, o produtor tem visto menor eficiência produtiva das culturas anuais e perenes. Não só isso, o equilíbrio da biodiversidade observado no solo nativo está se desfazendo de ano para ano, sendo este um dos principais fatores do solo estruturado. Os solos estão cada vez mais sofrendo com os sintomas da compactação, as erosões e baixa resposta de fertilizantes químicos são os que mais afetam o bolso dos produtores.

Outro agricultor e pecuarista de Victor Graeff, Loivo Schossler, já utiliza a adubação biológica em sua fazenda há 4 anos e comemora a utilização da técnica com satisfação: “A diferença de uma terra (sem adubação biológica) para outra é brutal. Aqui também usamos a adubação biológica na pastagem e a qualidade melhorou muito. Só quem usa a adubação sabe as suas vantagens”, reforça Schossler.

De acordo com Leandro Suppia, diretor comercial da Microgeo, empresa pioneira no sistema de produção com uso de adubação biológica, “a técnica é uma evolução verde. Hoje, há necessidade de reestruturação do solo em geral. Com uma adubação biológica podemos reestabelecer ganhos para a agricultura brasileira em geral, seja orgânica ou convencional”, afirma.

“Segundo trabalho realizado pela EMBRAPA CERRADO e Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), a monocultura favorece a redução da variabilidade microbiana, alterando a estrutura física do solo e gerando a compactação, até mesmo em culturas de plantio direto. Para se ter ideia do impacto, a cada 5 anos, no sistema convencional de plantio direto, revolução agrícola dos anos 1980, se perde 70% da biodiversidade microbiana do solo. Isso precisa ser renovado com a adubação biológica. É um alerta que fazemos aos agricultores”, reforça Suppia.

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