Agropecuária puxa saldo positivo de contratações com carteira em MT
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Agronegócio

Agropecuária puxa saldo positivo de contratações com carteira em MT

Das 36.851 vagas geradas com carteira assinada, de janeiro a junho de 2012, 26% foram ofertadas pela agropecuária
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O setor da agropecuária foi o que mais contratou trabalhadores com carteira de trabalho assinada em Mato Grosso, conforme balanço semestral divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta semana.

Das 36.851 vagas geradas com carteira assinada, de janeiro a junho de 2012, 26% foram ofertadas pela agropecuária, que no acumulado do ano soma saldo de 9.600. Em seguida está a construção civil, responsável por 24%, ou 8.838 novas vagas e, em terceiro, a indústria de transformação, com participação de 23% no saldo do semestre, ao contabilizar 8.441 vagas.

O saldo é a diferença entre as contrações e as demissões contabilizadas no período. Neste semestre, Mato Grosso contratou 242.002 trabalhadores, mas demitiu 205.151, havendo saldo de 36.851 vagas que de fato foram criadas.

No comparativo com o mesmo período do ano passado, Mato Grosso encerrou o primeiro semestre deste ano com um número histórico na criação de novas vagas de trabalho com carteira assinada, volume 1,08% acima do recorde registrado nos seis primeiros meses do ano passado, quando foram ofertados 36.454 postos. O Estado também está na contramão da média nacional, que apresentou queda de 26% nas contratações.

Como explica o gestor do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, a sazonalidade da agropecuária reflete a importância que a segunda safra vem ganhando no Estado, de uns cinco anos para cá. "Quanto mais a segunda safra se consolida, mais haverá novas oportunidades de emprego, emprego formal no campo", destaca.

"A segunda safra de milho teve um avanço de área de 43% em Mato Grosso e isso fez toda a diferença porque requer mais pessoas, seja dentro das lavouras ou de suporte em outras atividades da fazenda". A segunda safra no Estado é protagonizada pelo milho e pelo algodão, este último manteve estável a área plantada, mas também demanda mão-de-obra.


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