Agronegócio

Alfandega Brasil-Bolívia é desafio para exportações

Neste domingo, os integrantes da RILA avaliaram viagem e definiram estratégias
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Neste domingo, os integrantes da RILA avaliaram viagem e definiram estratégias 

A burocracia do governo boliviano no tramites de alfandega, que liberam a circulação de veículos de carga no país, é considerado como desafio para o escoamento da produção brasileira. A avaliação é unanime entre os executivos que participam da Rota da Integração Latino-Americana (RILA), expedição que estuda a viabilidade de escoamento das commodities agropecuárias pela Bolívia, até o porto de Iquique, no Chile.


A frota de 30 camionetes que compõe a expedição precisou de sete horas para conseguir autorização para entrar na Bolívia. Registro do chassi, declaração de combustível extra, apresentação dos registros de vacinação contra Febre Amarela e emissão de procuração do proprietário do veículo que autoriza a direção por terceiros, são alguns dos procedimentos necessários para se entrar na Bolívia.

Para o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Nilton Pickler, ações políticas diminuiriam a burocracia. “Apenas o estreitamento político entre as autoridades de ambos os países pode dar agilidade nos trâmites”, afirma Pickler, que junto com cerca de 90 executivos da RILA se reunirá com autoridades bolivianas nesta segunda-feira (30), em La Paz.


Ybar Antelo, prefeito de Arroyo Concepción, município de divisa com Corumba, enfatiza que e de interesse público o estreitamento com o Brasil. “Com segurança afirmo o interesse da Bolívia estar na rota de escoamento dos produtos brasileiros. E caso a rota seja considerada viável, toda a América do Sul tem a ganhar”, pontuou o prefeito.

Neste domingo (29), integrantes da RILA se reuniram para debater estratégias de viagem e avaliar o percurso. Além da Alfandega, animais na estrada entre Corumbá e Santa Cruz de La Sierra e nível de periculosidades da serra que liga Santa Cruz a Cochabamba foram citados como possíveis barreiras.


Organizada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Mato Grosso do Sul (Setlog-MS), a expedição terá novas paradas estratégicas em La Paz (Bolívia), Arica e Iquique (Chile). A previsão de chegada a Iquique é no dia 2 de outubro.

Além da Famasul, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja/MS), outras 17 empresas estão envolvidas na Rota da Integração Latino Americana.
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