Algas ajudam a limitar mudanças climáticas
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Imagem: Pixabay

MEIO AMBIENTE

Algas ajudam a limitar mudanças climáticas

Elas são fábricas de oxigênio
Por: -Leonardo Gottems
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As diatomáceas, algas unicelulares capazes de produzir mais oxigênio do que todas as florestas da Amazônia, da África Central e da Indonésia juntas, são o "outro pulmão" da Terra e podem ajudar a limitar as mudanças climáticas. Como nos continentes, nos oceanos também existem florestas e desertos, e as diatomáceas fazem parte essencial dos primeiros, onde servem de alimento para larvas, moluscos, crustáceos e peixes. 

“Se pudéssemos acumular toda a biomassa produzida pelas diatomáceas nos continentes, em apenas duas décadas teríamos o suficiente para substituir todas as florestas tropicais do mundo”, explica Pedro Cermeño, pesquisador do CSIC do Instituto de Ciências Marinhas e autor do Diatomáceas e as florestas invisíveis do oceano (CSIC-Catarata). 

Outra de suas qualidades é que aumentam a eficiência da bomba biológica, processo pelo qual os ecossistemas marinhos absorvem o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e o transferem para as camadas mais profundas do oceano, o que ajuda a amenizar o efeito.  

Segundo Cermeño, “a maioria dos microrganismos que compõem o fitoplâncton não ultrapassa 0,01 milímetro de diâmetro, enquanto as diatomáceas podem ultrapassar 0,5 milímetro”. Voltando à comparação com a floresta, essas algas unicelulares são análogos oceânicos de cedros e sequoias. Suas dimensões volumosas e cápsulas pesadas de sílica fazem com que afundem rapidamente após a morte. “Dessa forma, os efeitos da bomba biológica aumentam muito”, acrescenta o pesquisador do CSIC. 

As diatomáceas também têm sido um componente crucial na formação do óleo marinho. Da mesma forma que a madeira das árvores acaba se transformando em carvão fóssil, uma fração da biomassa do fitoplâncton, principalmente as diatomáceas, se acumula em sedimentos marinhos que, com o tempo, são convertidos em óleo. 


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