Alltech do Brasil supera matriz nos EUA

Agronegócio

Alltech do Brasil supera matriz nos EUA

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A multinacional norte-americana Alltech, que atua no mercado de nutrição animal, prevê crescimento de 20% nos seus negócios em 2005, quando o Brasil deve se transformar no maior centro de produção e exportação da companhia, superando os Estados Unidos.

A operação brasileira em 2004 teve crescimento recorde, confirmando as previsões do grupo. O faturamento foi 34% maior, o melhor resultado dos últimos cinco anos. "Em onze anos de operação no Brasil, 2004 foi o primeiro em que todos os setores tiveram bom desempenho. Conseguimos crescer mais que o setor de rações, cuja evolução ficou em 5%", diz Guilherme Minozzo, diretor da Alltech do Brasil. No país se realizam 10% dos negócios globais do grupo, com receita de US$ 250 milhões em 2004 e que tem 14 fábricas em 76 países.

"O Brasil receberá o maior investimento do grupo em 2005", diz o executivo, ao falar sobre a construção de uma nova fábrica de biomassa, em São Pedro do Ivaí, norte do Paraná. A nova unidade deve consumir US$ 15 milhões. Será a terceira unidade industrial da Alltech no Brasil. Há 11 anos no país, a empresa inaugurou uma nova sede em Araucária (PR) no ano passado, com investimentos de US$ 4 milhões. Opera ainda outra unidade de biomassa, a Alltech Vale do Ivaí, com capacidade para fazer 12 mil toneladas por ano.

A nova fábrica destinará 80% da produção para o mercado externo. Com isso, a Alltech do Brasil também ganha espaço no mercado externo. "A nossa expectativa é que a participação das vendas no exterior, que hoje correspondem a 15% do faturamento brasileiro, supere os 20% este ano", diz o executivo. Os principais mercados são América Latina, África do Sul e Europa.

A nova fábrica é fruto de uma joint-venture entre a Alltech e o grupo usineiro Vale do Ivaí S.A.. Cada um participa com 50% no projeto. Neste ano, serão investidos R$ 10 milhões. Outros R$ 5 milhões serão aplicados no segundo ano de operação. A empresa, batizada de Biotecnologia do Paraná, terá capacidade inicial para produzir 20 mil toneladas por ano, volume que pode dobrar em 2007.

No local, a Alttech vai aproveitar substratos da cana-de-açúcar (levedura) obtidos no complexo de usinas. O principal produto da fábrica será o composto de selênio orgânico (batizado de Sel-Plex) utilizado para melhorar a imunidade, o rendimento entre o consumo de ração e peso dos animais e para reduzir a oxidação das células, relacionada ao envelhecimento. O produto já é fabricado em outros países, mas com milho como principal fonte de fermentação. Como a cana-de-açúcar é mais barata, o custo de produção no país será menor. O produto é indicado tanto para aves, como suínos e bovinos. A idéia é exportar para todos os lugares onde a Alltech tem fábrica, de acordo com Minozzo.

Os principais mercados da Alltech são os criatórios de aves e suínos. São responsáveis por 72% das suas receitas. Criações de bovinos e pet foods também têm participação significativa no faturamento. O mercado de rações para animais domésticos foi um dos responsáveis pelo bom desempenho em 2004, segundo Minozzo.

O destaque em 2005 serão os produtos promotores de crescimento sem antibióticos, cujas vendas devem ganhar fôlego com a ampliação das restrições impostas pela União Européia ao uso de antibióticos em rações para animais. Os países europeus devem banir, a partir de 2006, as duas últimas categorias que ainda eram aceitas pelo. Minozzo acredita, porém, que as vendas para produtores que atendem o mercado interno devem crescer, embora o produto sem antibiótico seja mais caro. "O uso contínuo de um mesmo antibiótico provoca resistência e passa perde a eficácia". A redução do consumo de ração é uma das vantagens dos novos produtos, diz, citando o Bio-Mos, promotor de crescimento da marca que utiliza como fonte substratos de cana. O produto reduz em 20 gramas o consumo de ração para cada quilo que ganha.


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