Alta da carne anima leilões em Maringá
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Agronegócio

Alta da carne anima leilões em Maringá

Meta é faturar R$ 4 milhões até domingo
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Com a arroba perto de R$ 120 no estado, pecuaristas arrematam 80% dos primeiros lotes disponibilizados na feira; meta é faturar R$ 4 milhões até domingo

O valor da arroba do boi, que se mantém perto dos R$ 120 no Paraná, esquenta os negócios nos leilões de corte da 42.° Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Ex­­poingá), que segue até domingo (18) no Norte do Paraná. Na primeira noite do evento, 542 animais foram apresentados – 80% dos lotes foram arrematados a uma média de R$ 938 por cabeça.

Já no segundo leilão, a ven­­da foi de 727 animais e faturamento de R$ 800 mil. O animal mais valorizado, um bezerro da raça Nelore, com oito meses de idade, foi vendido por R$ 1,2 mil. “A expectativa nos move e com a arroba do boi chegando a tal valor, não há quem não se anime”, salienta a pecuarista Beatriz Gonçalves Ribeiro, vendedora do animal mais caro da noite.

Os números, destaca o diretor de Pecuária da So­­cie­­dade Rural de Maringá (SRM), Jucival Pereira de Sá, seguem a movimentação do mercado e a aposta de investimento dos pecuaristas. “O primeiro leilão é para aquecer as turbinas e foi excelente. O segundo também superou a expectativas. Aos poucos, o estado volta a apostar na bovinocultura e a feira deixa clara essa intenção.”

Segundo o diretor, os valores praticados atualmente no estado estimulam os investimentos em genética e tecnologia de manejo e ajudam o pecuarista a driblar os custos. A própria feira tem incentivado isso, comenta ele, citando a primeira ExpoGenética, que ao longo do evento apresenta tendências em palestras e faz avaliações de qualidade dos animais.

Ao todo, os treze leilões de gado de corte – com 11 mil animais dispostos – devem gerar uma cifra de R$ 4 milhões, prevê a organização da feira.

Com modelos de R$ 1 milhão, máquinas ganham em vendas

Maior parte dos R$ 280 milhões esperados pela organização da 42ª Expoingá deve ser arrecadada com a venda de máquinas agrícolas. “Um bezerro você vende por R$ 1 mil. Uma colheitadeira por R$ 1 milhão. Fica difícil competir assim”, comenta o diretor de Pecuária da Sociedade Rural de Maringá, Jucival Pereira de Sá.

De olho nessa oportunidade, as montadoras estão otimistas. A New Holland, por exemplo, descarregou o trator T7, lançamento deste ano, que traz tecnologia de transmissão, alto nível de agricultura de precisão e piloto automático, entre outras linhas.

“A feira é o palco onde nossos produtos podem ser apresentados e melhor conhecidos. Sempre tivemos resultados positivos em Maringá”, garante o diretor comercial da concessionária New Agro, Régis Mazzardo. A empresa representa os modelos New Holland, na região Norte e Noroeste do Paraná. “A cada ano os estandes ganham mais espaço e temos a chance de mostrar mais produtos. Consequentemente, fechamos mais vendas durante e após Expoingá,” acrescenta o gerente geral da John Deer, Marcelo Mondego. Neste ano, a marca aposta no comércio de tratores de 78 e 90 cavalos para alavancar os negócios.

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