Alta dos preços agrícolas passou de 20% em 2002 na maioria dos produtos
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Agronegócio

Alta dos preços agrícolas passou de 20% em 2002 na maioria dos produtos

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Dezoito produtos agrícolas, dos 19 pesquisados semanalmente pelo IEA (Instituto de Economia Agrícola), órgão ligado à secretaria estadual da Agricultura, apresentaram crescimento nos preços nos últimos doze meses. Deles, algodão, amendoim, arroz, banana, batata, café, feijão, laranja, milho, soja, trigo, aves, boi gordo, leite e ovos registraram aumentos superiores a 20%. Com menor intensidade de alta destacam-se cana-de-açúcar, tomate e suínos. A cebola foi o único item que compõe a pesquisa a apresentar redução de preço no período.

Os preços agrícolas subiram de novo no mês de janeiro - a alta foi de 1,15%, segundo o levantamento do IEA. O índice de preços recebidos pelos agricultores (IPR) apresentou perda de 1,2 ponto percentual em relação aos valores praticados em dezembro, o que indica leve crescimento no fechamento do mês, mesmo com a variação negativa verificada na segunda e na terceira quadrissemanas.

Dos 19 produtos pesquisados, nove apresentaram reduções nos preços em janeiro (amendoim, milho, soja, tomate, trigo, aves, boi gordo, ovos e suínos). Entre os vegetais, o crescimento nos preços de oito produtos - apesar da redução em outros cinco e da estabilização em um produto - gerou alta de 2,79% no índice de preços do grupo. Já no segmento animal, a queda nas cotações de aves, boi gordo, ovos e suínos, mesmo com o aumento no preço do leite, levou à retração de 2,23% nos preços do grupo. O resultado final foi o crescimento de 1,15% no índice geral de preços.

No acumulado dos últimos 12 meses, a variação no IPR foi de 35,19%, um resultado expressivo se comparado com os 27,76% apontados pelo IGP-M e os 11,70% medidos do IPC-Fipe (estimativa). Isto indica um ganho no poder de troca dos agricultores de 7,43 pontos percentuais em relação ao IGP-M e de 23,49 pontos percentuais frente ao IPC-Fipe.

A variação mensal anualizada do IPR indica queda nos preços até abril de 2002, quando o índice começou a se recuperar, para fechar janeiro de 2003 com 35,19%. Mesmo assim, o índice foi muito superior aos indicadores de inflação da economia, como o IGP-M e o IPC-Fipe.

Em janeiro de 2003 e no acumulado dos últimos 12 meses, o destaque foi o preço do feijão, que, além de aumentar 20,2% no mês, apresentou o maior crescimento no período de 12 meses. A cotação do produto mais do que dobrou e atingiu alta de 117,15%. As condições adversas no clima, a partir de setembro, afetaram profundamente a produção de feijão da safra 2002/03. É justamente a oferta menor e irregular que está sustentando o crescimento de preço do produto.

O item da pesquisa que alcançou o a segunda maior alta nos últimos 12 meses foi o milho, cujos preços cresceram 97,67%. Os principais motivos do aumento foram a quebra da safra brasileira, as dificuldades de importação devido à indefinição quanto aos transgênicos e o aumento da demanda. Os preços do café, que iniciaram expressiva recuperação em 2002, vêm mantendo o crescimento neste início de 2003. O produto teve sua cotação aumentada em 83,30% nos últimos 12 meses.

kicker: Dos 19 itens pesquisados, apenas a cebola apresentou redução na cotação.

Redação - Gazeta Estado de São Paulo


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