Agronegócio

Amazonas vai contar com fábrica de fertilizante em 2008

Além do lucrativo setor de eletroeletrônicos, o Amazonas também vai ampliar os investimentos em outras áreas produtivas
Por: -Redação
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Além do lucrativo setor de eletroeletrônicos, o Amazonas também vai ampliar os investimentos em outras áreas produtivas. A partir de 2007, o Estado vai instalar um pólo gás-químico e passará a produzir gás etilênico, fertilizantes e metanol. As obras do novo pólo começam a ser construídas no primeiro semestre do ano. Ele funcionará plenamente com a matriz energética de gás natural de Coari, prevista para 2008.

O investimento injetará US$ 1,6 bilhão (R$ 3,417 bilhões) anual na economia amazonense, além de gerar mais de 45 mil novos empregos e reduzir os custos para das empresas locais. As indústrias termoplásticas, que precisam utilizar esses gases para a produção de componentes plásticos, serão uma das principais beneficiadas com o projeto.

A instalação do pólo gás-químico do Amazonas foi anunciada na semana passada pela superintendente da Suframa, Flávia Grosso. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) recebeu a manifestação de quatro grandes empresas do setor interessadas em investir no Amazonas. De acordo com a executiva, esses investimentos irão fortalecer as indústrias locais e alavancar o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia.

Economia no custo de empresas:

“Dentre as quatro empresas interessadas em investir aqui, já foi oficializado o investimento de duas, que são grandes indústrias de capital internacional. A implantação desse segmento no Amazonas irá ajudar a desenvolver o nosso pólo industrial, por meio da oferta de novos produtos”, explicou Flávia Grosso, em entrevista à imprensa amazonense.

Além de suprir a demanda interna pelos produtos feitos de gases, o pólo gás-químico irá possibilitar às indústrias do setor plástico ter economia de custo com a compra de alguns componentes plásticos feitos a partir do gás, explica o coordenador de estudos econômicos da Suframa, José Alberto Machado. “Ao comprarem no mercado local, produtos que antes eram adquiridos em outras regiões do país, as indústrias terão uma importante redução de custos”.

Segundo o técnico da Suframa, o pólo gás-químico também será importante para a produção de biodiesel, que conforme a legislação federal deve fazer parte da composição dos combustíveis. “Já que 2% dos combustíveis devem ser constituídos por biodiesel, então o pólo também será importante para atender a essa demanda”, explicou Machado.

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