América do Sul discute combate à febre aftosa

Agronegócio

América do Sul discute combate à febre aftosa

Representantes de países reforçam importância das ações de cooperação técnica
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Representantes dos 11 países integrantes da Comissão Sulamericana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) - Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai - estão reunidos em Recife (PE) para avaliar a situação da doença na América do Sul.

A 38ª reunião da entidade tem como foco principal analisar o andamento dos programas sanitários nacionais e definir os mecanismos de monitoramento do Plano de Ação 2011-2020 do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA).

Entre as resoluções do documento estão o fortalecimento de ações de cooperação técnica dos serviços oficiais de sanidade animal e a formação de grupos de trabalho integrados por representantes dos setores públicos e privados. Uma das maiores preocupações da Cosalfa é a recente ocorrência de focos de febre aftosa no Equador, na Venezuela e na Bolívia.

“As atividades estão em pleno andamento e os avanços são notórios, mas o dever de casa não para por aí. Cerca de 11% do rebanho da América do Sul ainda está em áreas que não são livres de aftosa. Temos que pensar em todos e contribuir com aqueles países que precisam de apoio sanitário e tecnológico para que o processo evolua e criemos um bloco coeso”, aponta o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Guilherme Henrique Marques.

O Brasil preside a entidade e tem papel fundamental no combate à enfermidade. O país é o maior financiador do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) desde a sua criação, em 1951, e desenvolve ações consideradas modelo para os vizinhos. Somente no ano passado, foram investidos US$ 914,67 milhões em programas de prevenção e erradicação na área sanitária.

“Mesmo assim ainda temos desafios internos a serem encarados – principalmente ampliar a classificação dos estados ainda considerados de risco médio para a doença nas regiões Nordeste e do Norte. Se todos fizerem a sua parte, creio que dentro de dois anos poderemos ser reconhecidos como livre de febre aftosa pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, ressalta.

Cerca de 350 profissionais dos serviços de veterinários oficiais e representantes do setor privado participam do encontro que segue até sexta-feira, 1º. de abril, quando serão debatidos mecanismos de acompanhamento para o cumprimento dos compromissos definidos.

A doença na América do Sul e no Brasil

O continente sulamericano é formado por aproximadamente 325 milhões de bovinos e búfalos. Desse total, 84,7% estão em regiões livres com vacinação e 3,5% em áreas livre sem vacinação. Apenas Equador e Venezuela registraram focos de febre aftosa no ano passado.

O rebanho brasileiro conta com 208,4 milhões de animais. A imunização é praticada em todos os estados e no Distrito Federal, com exceção de Santa Catarina, considerado, desde 2007, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre da enfermidade sem vacinação.

Em 2010, o índice de cobertura vacinal dos animais brasileiros foi de 97,4%, RO que representa a aplicação de 324,2 milhões de doses de vacinas em bovinos e búfalos. O último foco no Brasil foi detectado em 2006, no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

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