Amostragem correta melhora diagnóstico do solo
“Não se trata simplesmente de coletar mais solo"
“Não se trata simplesmente de coletar mais solo" - Foto: Pixabay
Uma análise de solo confiável depende não apenas da precisão do laboratório, mas também da qualidade da amostragem realizada no campo. Quando o material coletado não representa corretamente a área ou mistura diferentes profundidades, o resultado pode levar a recomendações agronômicas inadequadas, mesmo que os dados analíticos estejam corretos.
O problema ganha importância em sistemas mais tecnificados, nos quais fertilizantes e corretivos são aplicados principalmente na superfície. Nessas condições, nutrientes podem se concentrar nas camadas superiores enquanto limitações como acidez elevada, presença de alumínio e baixos teores de nutrientes permanecem em subsuperfície.
Para ampliar o diagnóstico, o Grupo J2M, em parceria com pesquisa científica, desenvolveu um sistema de coleta estratificada capaz de acessar continuamente o perfil de 0 a 40 centímetros. Depois da retirada, o material pode ser dividido em camadas de 0-10, 10-20, 20-30 e 30-40 centímetros, preservando as diferenças existentes ao longo do perfil.
Segundo Evandro Martins, presidente do Grupo J2M, o método evita o arraste de solo entre subcamadas e permite identificar com maior precisão onde estão nutrientes ou restrições químicas. A técnica também pode complementar a agricultura de precisão, acrescentando à variabilidade horizontal da lavoura informações sobre as diferenças encontradas em profundidade.
“Não se trata simplesmente de coletar mais solo. É melhorar a qualidade da informação obtida, para que a recomendação agronômica seja baseada em uma representação mais fiel do perfil”, finaliza Martins.