O plantio de feijão da primeira safra 2026/27 alcança aproximadamente 40% da área prevista no Rio Grande do Sul, com avanço em diferentes regiões e desenvolvimento inicial influenciado pelas baixas temperaturas. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, no Informativo Conjuntural desta quinta-feira (29), a área projetada é de 24.587 hectares, com produtividade inicial estimada em 1.759 kg/ha.
Semeadura do feijão avança em ritmo diferente no RS
O andamento do plantio varia conforme o calendário de cultivo de cada região. Nas áreas em que predomina a primeira época de semeadura, os trabalhos estão avançados ou próximos da conclusão.
Uma parcela expressiva da área estadual, equivalente a 45%, será implantada mais tarde, a partir de janeiro, nos Campos de Cima da Serra, região onde se concentra o cultivo de safra única.
Na região administrativa de Ijuí, a semeadura está praticamente concluída, alcançando 99% da área prevista. Em Pelotas, o plantio chega a 20%, enquanto em Santa Maria atinge 70%.
Na região de Soledade, a semeadura alcança 95% nas áreas mais altas do Centro-Serra e do Alto da Serra do Botucaraí. Nessas localidades, continuam os trabalhos de adubação de cobertura.
Baixas temperaturas desaceleram o desenvolvimento das lavouras
As lavouras já estabelecidas apresentam crescimento vegetativo lento devido às baixas temperaturas, principalmente durante a noite. Apesar disso, não há comprometimento generalizado do desenvolvimento inicial.
Em algumas áreas, as plantas apresentam entrenós curtos, caules mais espessos e folhas bem desenvolvidas. Nas lavouras mais adiantadas, começa a fase de florescimento. Em Ijuí, o crescimento também ocorre lentamente, mas sem comprometimento aparente. As plantas apresentam entrenós curtos, caules espessos e trifólios com folhas grandes, sem sintomas de enrugamento associados ao frio. Pouco mais de 1% das lavouras da região está em florescimento.
Adubação e condições de cultivo
Na região de Soledade, nas áreas de baixa altitude do Vale do Rio Pardo, a adubação nitrogenada de cobertura já foi concluída. As lavouras se aproximam do florescimento, com predominância do cultivo destinado à subsistência familiar.
Nas áreas mais elevadas do Centro-Serra e do Alto da Serra do Botucaraí, as temperaturas amenas a frias reduzem o ritmo de crescimento das plantas, enquanto prosseguem as adubações de cobertura. De modo geral, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o estabelecimento das lavouras de feijão e o desenvolvimento inicial são considerados satisfatórios.