CEEMA

Cotações do milho fecharam com leve alta em Chicago

Plantio nos EUA desmente que haja problemas
Por: -Prof. Dr. Argemiro Luís Brum e Jaciele Moreira
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As cotações do cereal em Chicago fecharam com leve alta esta semana, com o bushel registrando, para o primeiro mês cotado (julho), o valor de US$ 3,66 no fechamento do dia 18/05.

Apesar das especulações em torno do clima, o plantio nos EUA desmente que haja problemas. Até o dia 14/05 o mesmo atingia a 71% da área esperada para o milho, contra 70% na média histórica para esta época. Além disso, previsões climáticas para estes próximos dias dão conta de melhoria nas mesmas, com altas temperaturas e umidade normal.

Por sua vez, as exportações estadunidenses de milho, na semana anterior, foram muito baixas (277.700 toneladas), se normalizando na semana passada, quando alcançaram 1,4 milhão de toneladas. Esse movimento errático das mesmas igualmente impede que haja maiores recuperações nas cotações.

Na Argentina, a colheita do milho atingia a 32%, e a produção já é esperada entre 39 e 40 milhões de toneladas do cereal.

Tanto nos EUA quanto na Argentina o clima é um fator importante a ser acompanhado nestas próximas semanas.

A tonelada FOB de milho na Argentina recuou para US$ 161,00, enquanto no Paraguai a mesma ficou em US$ 110,00.

No Brasil, o quadro de preços continua ruim. Entretanto, a expectativa da chegada de uma nova massa de ar polar para os dias 23 a 27 de maio pode causar prejuízos às lavouras da safrinha, já que são esperadas geadas importantes, fato que reverteria o quadro de preços dependendo do tamanho dos estragos. 

Por enquanto, a média gaúcha no balcão fechou a semana em R$ 22,43/saco, enquanto os lotes ficaram entre R$ 26,50 e R$ 27,00/saco. Nas demais praças nacionais os lotes oscilaram entre R$ 15,50/saco em Sorriso (MT) e R$ 29,00/saco em Concórdia (SC). Por outro lado, a Sorocabana paulista se manteve entre R$ 25,00 e R$ 26,00/saco, enquanto o referencial Campinas (SP) ficou entre R$ 29,00 e R$ 30,00/saco no CIF mercado disponível. 

No geral, os produtores paulistas e nas regiões de maior produção de milho estariam aguardando melhores preços para uma retomada mais consistente na venda do cereal. A colheita da safrinha deverá ganhar força a partir de julho e, por enquanto, se estima uma produção recorde.

Pelo lado da exportação, a forte valorização do Real em grande parte da semana em nada ajudou às vendas externas, as quais continuam muito baixas. Todavia, a semana termina com a expectativa quanto aos efeitos sobre o câmbio que a nova crise política brasileira causará, agora atingindo diretamente o atual presidente da República. A forte desvalorização do Real que ocorreu no dia 18/05 pode ser um prenúncio de melhoria cambial mais sustentável para as exportações de milho, fato que ajudaria a recuperar um pouco os preços.

Enfim, a Conab deverá colocar à venda 7.400 Contratos de Opção de Venda de milho em grãos (de 27 toneladas cada), o equivalente a 199.800 toneladas, para o Estado Mato Grosso, a granel, safra 2016/2017 e 2017, no dia 25 de maio. Também será realizado leilão de PEP, ofertando 500.000 toneladas de milho em grãos, safra 2016/2017 e 2017, produzido no Estado do Mato Grosso, a ser pago ao participante que comprovar a compra do milho em grãos do produtor rural ou sua cooperativa na Unidade da Federação de plantio, no valor do Preço Mínimo fixado pelo Governo Federal, e o posterior escoamento do milho em grãos. Também haverá leilão de Pepro, sediado no Estado do Mato Grosso, pela venda e escoamento de 500.000 toneladas de milho em grãos, safra 2016/2017 e 2017 (cf. Safras & Mercado).

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