Anda alerta sobre roubo e adulteração de fertilizantes
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Imagem: Marcel Oliveira

CRIMES

Anda alerta sobre roubo e adulteração de fertilizantes

Além de crime a prática traz danos econômicos para o produtor e danos ambientais
Por: -Eliza Maliszewski
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A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), divulgou uma nota oficial, assinada por seu presidente Eduardo de Souza Monteiro, depois dos recentes casos de roubo, adulteração e comércio ilegal de fertilizantes. O último caso aconteceu em Nova Mutum (MT) onde um caminhão carregado com cerca de 37 toneladas de fertilizantes adulterados foi apreendido. 

O assunto não é recente e pode causar muitos danos à lavoura. A entidade ressalta que trabalha no combate a este tipo de ação em parceria com agricultores e órgãos fiscalizadores e que a questão é prioridade. Também reforça que trabalha em orientações ao produtor rural em questões de como identificar a fraude e como denunciar. “ A  ANDA recomenda que agricultores desconfiem da procedência de produtos com preços muito abaixo do valor de mercado da região, embalagens sem lacre ou com rótulo mal colocado, rótulo sem nome do fabricante ou atestado de órgãos fiscalizadores.

Fertilizantes ilegais podem ser falsificados, ocultando sua procedência e sua formulação correta, ou contrabandeados, sem comprovação de origem e seus devidos registros”, diz um trecho.

A entidade orienta sempre que o produtor adquira seus insumos com fornecedores de confiança como cooperativas e revendas com as quais já trabalha e somente aplicar após colher uma amostra comprovando com testes a eficácia do produto, uma vez que, os insumos representam grande parte do custo da safra. Para o ciclo 19/20 o custo da safra em Rio Verde (GO) foi de R$ 2.863,40/ha, 7% maior que no mesmo período da safra anterior, com os valores dos fertilizantes registrando a alta mais expressiva no mesmo comparativo, 18%. Neste cenário, a preços da soja de maio/2019, o produtor precisaria de, pelo menos, 45,5 sacas da oleaginosa por hectare para pagar o COE. Em Sorriso (MT) e Luís Eduardo Magalhães (BA), os aumentos médios do COE são de 12% e 8%, respectivamente.

A ANDA também alertou que, além dos prejuízos para agricultores e às vítimas dos roubos de cargas, a comercialização clandestina e o uso de fertilizantes adulterados trazem também consequências danosas para o meio ambiente, pois esses produtos não possuem sua eficiência agronômica atestada, não passaram por avaliações feitas em laboratórios credenciados pelo Mapa e tampouco tiveram aprovação dos órgãos competentes.

“A ANDA reitera seu compromisso no combate à ilegalidade no campo, garantindo que as melhores práticas agrícolas sejam difundidas e cumpridas em todas as etapas. A entidade reforça sua colaboração com agricultores e transportadoras para que quaisquer práticas que colocam em risco a cadeia produtiva do agronegócio e o meio ambiente sejam identificadas, denunciadas e mitigadas”, conclui a nota.
 


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