APA ressalta a necessidade de manter classificação do arroz

Agronegócio

APA ressalta a necessidade de manter classificação do arroz

A entidade enviou um ofício ao Superintendente Federal do Ministério da Agricultura do Estado de Mato Grosso
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Associação dos Produtores de Arroz de Mato Grosso, preocupada com a nova classificação da variedade de arroz Cirad 141, plantada em cerca de 55% das áreas produtivas de arroz do Estado, enviou um ofício ao Superintendente Federal do Ministério da Agricultura do Estado de Mato Grosso. Leia abaixo o ofício:

Excelentíssimo Senhor

Paulo Antônio da Costa Bilego

A Associação dos Produtores e toda cadeia produtiva da cultura do arroz, vem acompanhando as dificuldades do setor orizícola. Para uma produtividade de 4.000 kg de arroz o custo de produção do saco de 60 kg (segundo a Conab) é de R$ 29,30.

O preço mínimo para o arroz com classificação longo fino tipo 2 de 55% de inteiro é de R$ 20,70, e o mercado trabalha com preço médio no Estado em torno de R$ 21,00.

Quando a informação de que a variedade de arroz Cirad 141, não teria mais a classe longo fino, a situação tornou-se ainda mais preocupante, o preço para aquisição de do Governo Federal para a nova classe do arroz Cirad 141 será em torno de R$ 13,00. Uma diferença negativa considerando o custo de produção é de - R$16,30.

Tecnicamente para uma variedade ser classificada como longo fino é necessário que a mesma tenha no mínimo 6 mm de comprimento e no máximo 1,90 mm de espessura. A Associação acredita que as lavouras de Cirad 141 conduzidas para boas produtividades (bons níveis de adubação) aliado a um bom regime de chuvas, fizeram com que seus grãos aumentassem a espessura para; alguns casos, 1,91 mm até 1,94 mm. Outras lavouras de níveis baixo e de média tecnologia apresentam as características técnicas para longo fino.

Pedimos ao ministério da agricultura que, após considerarem os argumentos abaixo, que mantenham a classe longo fino para a variedade Cirad 141 para as safra 2005/2006, 2006/2007 e 2007/2008, até que as empresas de pesquisas possam lançar novas materiais para dar sustentação a cultura do arroz no Estado de Mato Grosso.

1 – O Cirad 141 é plantado em 55% das áreas cultivadas no estado de Mato Grosso. Juntamente com a cultivar Primavera dá sustentação a cadeia produtiva no estado, o primavera pela sua soltura após o cozimento imediatamente após a colheita é a cultivar preferida pelas industrias e o Cirad 141 apresenta a rusticidade e a produtividade que o produtor precisa no campo;

2 – As duas variedades são comercializadas com marcas longo fino em pacotes tipo 1 e tipo 2 para o Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste do Brasil. O consumidor tem aceitado muito bem a variedade Cirad 141 durante nove anos em sua mesa.

3 – A alteração na classe do Cirad 141 não favorece nem ao produtor dando um prejuízo de aproximadamente R$500 milhões nem ao consumidor.

4- Dificuldade de fazer uso da verba para estocagem (EGF, CPR, ect), mediante a necessidade de maior volume de produto como garantia para a instituição financeira.

5- Caso não seja revertido esta posição técnica será criado um déficit de 35.000.000 quilos de semente. Gerando um grande prejuízo para os sementeiros que hoje já estão produzindo semente desta variedade Não há tempo para se produzir semente de outras variedades para o próximo plantio.

6- O Cirad 141 sempre foi comercializado como longo fino. Tanto pelo governo como pelas industrias. O agricultor plantou o Cirad 141 como longo fino e assim ele esta registrado no ministério da agricultura. Sugerimos que haja um monitoramento anual pelo Orgão competente e sua divulgação de resultados das características técnicas das variedades de arroz usadas no estado, prioritariamente antes do plantio e não no período da colheita como esta acontecendo.

7- O Cirad 141, pela sua rusticidade adapta-se a qualquer época de plantio. A variedade Primavera é usada apenas para abrir plantio, no máximo ate final de outubro, apresenta alta sensibilidade a doença (bruzone). E nos meses de Novembro e Dezembro as condições para a infestação são mais favoráveis.

Pedimos encarecidamente que apóie o produtor de arroz mato-grossense nesse pedido. Pois toda a cadeia da cultura do arroz, neste momento, corre sério risco de perder todas as conquistas de produtividade e qualidade que fazem do Mato Grosso referencia em nível mundial para a cultura do arroz de terras altas ou de sequeiro.


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