Após duas madrugadas com geada, preço de hortaliças sobe até 46% na região metropolitana de Curitiba/PR

Agronegócio

Após duas madrugadas com geada, preço de hortaliças sobe até 46% na região metropolitana de Curitiba/PR

Na Ceasa, dúzia da couve-flor passou de R$ 15 para R$ 22 em uma semana. Impacto geral nos preços deve ser maior na semana que vem
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Após duas madrugadas consecutivas com registro de geada na região metropolitana de Curitiba, o preço das hortaliças vendidas no atacado já começam a apresentar alta nos preços. Nas Centrais de Abastecimento S.A. (Ceasa) de Curitiba, onde os produtos são vendidos no atacado, em apenas uma semana a couve-flor teve aumento de 47%. “Consequência direta das geadas”, diz Valério Borba, gerente da divisão técnica da Ceasa.

O vegetal, que tinha preço de R$ 15 a dúzia na semana passada, subiu para R$ 22 nesta quinta (4). Borba explica que os principais produtos afetados de imediato por conta da geada são as folheosas. A alface, cuja caixa com 18 unidades era vendida por R$ 8, passou a ser encontrada por R$ 10 nesta quinta – alta de 25%.

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Segundo Borba, uma alta geral nos hortifrutigranjeiros deve ser sentida a partir da semana que vem. “Por enquanto ainda há vegetais de colheitas anteriores às geadas que estão à venda”, explica. Ele conta que leguminosas e tubérculos, por exemplo, ainda estão mantendo o mesmo preço durante toda a semana. A caixa de 23 quilos de tomate é vendida por R$ 25, mesmo valor da segunda-feira, assim como a caixa de 17 quilos de vagem. Outro produto que manteve o preço foi o pepino, cuja caixa com 21 quilos sai por R$ 10.

O gerente da Ceasa ressalta ainda que, se houver falta de produção na região metropolitana de Curitiba por conta dos prejuízos com a geada, é possível que parte da demanda seja suprida por produtos vindos de outras regiões do país. “Assim, aumenta o custo do frete, dos cuidados com transporte e armazenamento, o que encarece ainda mais os produtos”, afirma.

Como alimentos são produtos rapidamente repostos nos mercados, Borba alerta que a alta deve ser sentida imediatamente, a partir da semana que vem, no varejo, no bolso dos consumidores finais.


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