Aposta maior ainda é na produção de etanol

Agronegócio

Aposta maior ainda é na produção de etanol

Umidade excessiva durante o período de colheita reduz rendimento industrial da cana brasileira e força a destinação para o álcool
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As variações estatísticas dos últimos quatro anos mostram que as apostas do setor da cana-de-açúcar foram bem maiores no álcool que no açúcar. A produção esmagada pelas usinas cresceu 27% de 2004/05 a 2007/08, atingindo 490 mi­­lhões de toneladas de cana, e voltou a crescer em 2008/09, quando chegou a 550 milhões de toneladas. Nesse período, a produção de álcool cresceu 45% e a de açúcar 18%.

Agora o açúcar volta a chamar atenção. Para a safra 2009/10, as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são de crescimento nos dois produtos. O aumento no açúcar só não será maior por causa das chuvas e das limitações técnicas das indústrias, que forçam a destinação para o álcool.

A produção e a expansão da indústria sucroalcooleira respondem ao mercado internacional. Nos últimos quatro anos, a exportação brasileira de etanol de cana duplicou. No Paraná, o aumento foi de 5,7 vezes – de 129,4 para 740,94 milhões de litros (2004 - 2008). O crescimento dos embarques de açúcar, por sua vez, foi menor. Chegou a 23,5% em âmbito nacional e a 69% no estado. Considerando as devidas bases, o crescimento no álcool é oito vezes mais expressivo que no açúcar.

Influência

Mesmo tendo privilegiado o etanol, o Brasil volta a influir nos preços internacionais de açúcar com mais força a partir da redução da produção indiana. Era assim na segunda metade da década passada, período em que as cotações do açúcar tinham tendência inversa à atual. O surpreendente crescimento da produção de açúcar brasileira daquela época fez com que a oferta crescesse mais que a demanda no mercado externo. O país ampliou sua participação no mercado internacional de 8% para 30% na época, forçando queda na cotação da commodity. Neste ano, com preços em alta, a diferença que o Brasil tem feito é determinada não só pelo volume de produção, mas também pela ocorrência de chuvas, que reduzem o rendimento da cana e fortalecem a tendência de alta.


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