Apostila do SENAR-PR auxilia projeto rural na África
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AGRONEGÓCIO

Apostila do SENAR-PR auxilia projeto rural na África

A competência dos produtores paranaenses fez do agronegócio do Estado uma referência para o mundo
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A competência dos produtores paranaenses fez do agronegócio do Estado uma referência para o mundo. Ao longo dos anos, a capacidade exportadora foi além das commodities e o Paraná passou a disseminar, também, sua expertise para outros países. Desta vez, por meio do material didático do SENAR-PR, esse conhecimento será difundido no Togo, país localizado na África Ocidental, com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento da agropecuária local.

As atividades agrícolas são culturalmente destinadas à subsistência para grande parte da população do Togo, principalmente nas chamadas aldeias rurais, onde vivem grupos que se dedicam à agricultura e à criação de animais. Em janeiro deste ano, o engenheiro agrônomo Natanael Verburg, de Arapoti, na região Norte Pioneiro do Paraná, visitou uma dessas aldeias, onde está sendo desenvolvido um projeto com ações de assistência técnica e capacitação de recursos.

Este trabalho, segundo Verburg, já está em andamento há cerca de cinco meses e vem reunindo profissionais de diversas áreas para levar conhecimento e qualificação aos moradores locais. “Sempre tive vontade de exercer a profissão em prol de uma causa humanitária, para ajudar os outros, então foi um convite muito interessante. O Togo é um país com pouca informação e tecnologia na agropecuária e os produtores rurais não têm muito apoio por parte do governo neste sentido”, relata Verburg.

Durante a imersão cultural da viagem do começo do ano, o engenheiro agrônomo pôde conhecer a realidade destas aldeias rurais e entender suas principais demandas. Verburg, que já participou de cursos do SENAR-PR, viu no país do continente africano a oportunidade de difundir os materiais didáticos da entidade como fonte de conhecimento técnico para os agricultores e pecuaristas locais. A princípio, o profissional embarca para o Togo, após acabar a pandemia, com exemplares de duas apostilas na mala: “Trabalhador na Piscicultura – Como Criar Peixes” e “Trabalhador na Piscicultura – Como Construir Viveiros”.

A escolha do material especializado surgiu a partir de um pedido de um morador que deseja iniciar a criação de peixes em cativeiro. Mas, segundo Vergurg, esse é apenas o primeiro passo. O objetivo é expandir o suporte técnico para outras áreas, conforme as demandas dos residentes.

“Este ainda é um projeto-piloto. A proposta é aperfeiçoar o suporte técnico à medida que os resultados forem aparecendo”, explica o engenheiro agrônomo. “Eles possuem poucos recursos tecnológicos. Muito do trabalho é manual, pois existem poucos maquinários. Então, minha ideia é começar a implementar coisas básicas para, mais para frente, investir em tecnologia mais avançada”, acrescenta.

Segundo Verburg, práticas simples que existem no Paraná há muitos anos, como plantio direto e adubação verde, poderiam ser implantadas para aumento da produtividade no país africano. Além da assistência técnica, outra iniciativa do projeto é auxiliar no fortalecimento das aldeias enquanto associações agrícolas, uma forma estratégica de promoção do desenvolvimento local e, consequentemente, um mecanismo que pode melhorar as condições de vida das famílias rurais, além de promover maior eficácia na questão da sustentabilidade e do desenvolvimento social.


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