Aprovados recursos para financiamento de colheita do café
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Agronegócio

Aprovados recursos para financiamento de colheita do café

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(28/02/2003 - Coffee Break) -O Conselho Monetário Nacional aprovou nesta quinta-feira, dia 27 de fevereiro, a alocação de recursos para a colheita da safra 2003. O voto aprovado pelo Conselho indica que os recursos liberados serão de 250 milhões de reais, sendo que o valor poderá ser elevado para 300 milhões de reais, de acordo com as disponibilidades orçamentário-financeiras do Funcafé à época de contratação dos financiamentos. Ao contrário dos últimos recursos destinados para o setor, a taxa de juros a ser cobrada não será de 9,5%. As contratações efetuadas terão uma taxa de 13% ao ano.

Convulsão —O presidente de Honduras, Ricardo Maduro, afirmou, em entrevista coletiva, que teme que ocorra uma convulsão social no país. Ele apontou que 80% da população local encontra-se em estado de pobreza e sem condições de adquirir produtos de primeira necessidade. "Estou buscando atuar em favor das grandes maiorias. Com apoio do povo espero poder evitar uma convulsão social em nosso país", disse o dirigente. Um dos grandes problemas enfrentados pela nação centro-americana tem sido uma greve sem precedentes do sistema educacional. Essa greve foi decisiva para que a popularidade de Maduro tivesse uma enorme baixa. Em apenas um ano, o presidente teve sua aprovação caindo de 65% para apenas 25%. "Estou disposto a enfrentar qualquer grupo minoritário, como os professores, para tentar dar condições a nossa população", disse. Junto com os professores, outra categoria que vem pressionando o governo federal é a dos cafeicultores. Sofrendo uma das mais graves crises de sua história, os produtores locais vêm solicitando, de maneira sistemática, a renegociação de dívidas e a alocação de financiamentos. Maduro ressaltou que o governo não tem condições de alocar recursos para o setor, já que a economia local encontra-se totalmente debilitada. Outro fator que está afetando a popularidade do executivo é o aumento dos combustíveis. Na semana passada, foi determinado o quarto aumento do ano.

Abastecimento —O Sindicafé (Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo) efetuou a apuração do IOCI (Índice de Oferta de Café para a Indústria), relativo ao período de 10 a 14 de fevereiro. A pesquisa apontou que o abastecimento da matéria-prima para as torrefações melhorou em relação ao início do mês. De acordo com o Sindicato, com os preços internos estabilizados, os vendedores têm ampliado a oferta, facilitando as compras da indústria. Assim, o IOCI do período chegou a 3,23 pontos, contra 3,81 pontos da semana de 3 a 7 de fevereiro. Entre 27 e 31 de janeiro, o Índice atingiu 3,22 pontos. "As cotações atuais, em torno de 140 reais a saca, para os cafés mais comuns, são 110% superiores aos de agosto de 2002 e ainda pressionam o custo das indústrias, que continuam em processo de recomposição dos seus preços de venda junto ao varejo", apontou Nathan Herszkowicz, presidente do Sindicafé. Segundo ele, a expectativa da indústria é de que os preços do café verde se mantenham nos níveis atuais, uma vez que, as vendas externas estão equilibradas e não há pressões momentâneas sobre as cotações. "No entanto, o período fevereiro/março precede o início da colheita do conillon, o que pode gerar movimentos novos de alta dos preços, o que exigirá muita atenção por parte dos torrefadores", completou Herszkowicz.

Fundo do poço —A produção de café em El Salvador está atingindo o fundo do poço. Segundo dados do Conselho Salvadorenho de Café, espera-se produzir, em 2003, uma das menores safras dos últimos 40 anos. Ricardo Espítia, diretor executivo da entidade ressaltou que neste ano as lavouras estão gerando muito poucos empregos. Teriam sido apenas 48 mil postos de trabalho direto, sendo que a maioria seria para a colheita do grão. Na década de 90, a demanda média de trabalho era de 150 mil postos por ano. Em 2001/02, por sua vez, a safra gerou 88.320 empregos. Para Espítia, esses números refletem o cenário já conhecido de abandono e de falta de tratos culturais. "Não se fizeram fertilização, nem podas. Em geral, não tem sido dada nenhuma atenção aos cafeeiros", indicou. O executivo ressaltou que o país tem apresentado bons níveis de chuvas, propícios para o bom desenvolvimento das plantas. Diante disso, a esperança é que a safra de 2004 seja ligeiramente maior que a de 2003, o que frearia a seqüência de três anos de produção em queda. "Para isso, porém, é urgente que aumentemos os tratos culturais. Dois anos seguidos sem a devida atenção terá um efeito acumulativo bastante adverso", dispôs.

Melhora —Os preços do café arábica podem apresentar uma significativa melhora até o final de 2003, indicou um levantamento executado pela agência Reuters com participantes do mercado. Os preços do robusta, por sua vez, poderiam perder parte do terreno, finalizando o ano em níveis bem mais tímidos que os verificados até há pouco. Ouvindo a opinião de 11 traders, a agência chegou a um preço médio de 65 centavos por libra peso para a segunda posição do contrato "C" de Nova Iorque, contra os 61,35 centavos verificado no último dia de negociação de 2002. Os operadores acreditam que a tonelada do robusta deverá ter um preço médio de 772 dólares por tonelada, contra os 803 dólares por tonelada do último dia útil de 2002. Tais projeções, evidentemente, desconsideram a possibilidade de acidentes climáticos, notadamente as geadas no Brasil. "O aumento do preço do café reflete colheitas mais pobres e oferta reduzida para o grupo dos cafés suaves e robustas", destacou Judith Ganes, consultora da JGanes Consulting LCC. "A quantidade de café embarcado está se reduzindo, apesar do aumento dos estoques dos consumidores", comentou. Para ela, uma produção mundial mais tímida em 2003 deverá deixar os preços potencialmente estáveis em 2004 e com os compradores com estoques menores. Alguns operadores ouvidos pela Reuters apontaram que os atrasos nas colheitas da América Central, devido às chuvas menores e seca em alguns países, poderiam também ajudar a sustentar os preços.

Paraná —A elevada umidade do ar, decorrente das sucessivas chuvas que vêm atingindo o Paraná, está prejudicando a qualidade de boa parte do café estocado em armazéns do Estado, a informação é do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). De acordo com agentes locais, no mês de janeiro, por exemplo, o Paraná chegou a registrar 300 milímetros de chuvas e uma umidade média do ar de 90%. Desta maneira, os cafés que foram maquinados no início da safra estão depreciados em aspecto, uma vez que os grãos vêm perdendo cor, ficando esbranquiçados. Além disso, os operadores paranaenses temem que o produto perca também em bebida, fator que diminuirá ainda mais a qualidade e pressionará as cotações. Por enquanto, essas informações não tiveram impacto nos preços paranaenses.

Crédito —O banco alemão Rabobank International está oferecendo aos produtores do leste africano uma linha de auxílio de crédito, visando proteger os cafeicultores dos preços baixos do produto. O banco alemão coloca a disposição dos produtores ou de entidades várias linhas de produtos modernos de negociação internacional, tendo como garantia o café. O primeiro contrato desse tipo do Rabobank na África foi efetuado em Uganda, envolvendo um grupo de produtores da região de Ishaka. O banco alemão também vem mantendo contatos com cooperativas da Tanzânia, buscando fechar contratos de comercialização de safra de cafés arábica.

Em destaque

* A Starbucks foi considerada pela revista "Fortune", como uma das mais admiradas companhias norte-americanas. A rede de cafeterias foi a nona colocada em um ranking que envolve todas as grandes empresas do país. Para a elaboração do ranking das empresas mais admiradas, a Fortune entrevistou 10 mil executivos, diretores, analistas, administradores, entre outros funcionários em todo o país.

*As indústrias de torrefação dos Estados Unidos processaram, em 2003, até o último dia 8 de fevereiro, um total de 2.330.000 sacas, informou a Coffee Publications Incorporation. O volume é 3,32% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, 2.410.000 sacas. Na semana encerrada em 8 de fevereiro, as torrefações norte-americanas efetuaram o processamento de 465 mil sacas.

Fonte: Coffee Break (www.coffeebreak.com.br)


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