Aquecimento global faz danos causados por insetos dobrarem

MEIO AMBIENTE

Aquecimento global faz danos causados por insetos dobrarem

As perdas estariam aumentando em até 75% até 2050
Por: -Leonardo Gottems
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Um estudo publicado na revista Science indicou que os danos causados por insetos nas lavouras do Continente Europeu podem aumentar à medida que o mundo aquece. De acordo com a publicação, esses danos causados pelos insetos podem dobrar em 30 anos se a temperatura continuar a subir dessa forma. 

Os cientistas preveem que a epidemia disparará na área conhecida como "celeiro da Europa", resultando em danos às plantações em 11 países, incluindo o Reino Unido, Suécia e Irlanda. Nesse cenário, as perdas estariam aumentando em até 75% até 2050, mesmo se os países cumprirem seus compromissos atuais de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. 

Segundo o professor Joshua Tewksbury, coautor do estudo e professor pesquisador da Universidade de Colorado Boulder, o aquecimento global está colocando mais uma preocupação na cabeça dos produtores de grãos da Europa. "Em alguns países de clima temperado, os danos causados por insetos às plantações devem aumentar drasticamente à medida que as temperaturas continuam subindo, colocando uma pressão séria sobre os produtores de grãos", salienta. 

A publicação estima que o dano causado por insetos atualmente reduz o rendimento das colheitas em 2,5%, isso significa que um aumento de 75% nos danos terá como resultado uma queda de 4,4% na produção. No total, isso significaria que o trigo europeu poderia ter um montante anual de perdas de produção induzidas por pragas chegando a 16 milhões de toneladas. 

A pesquisa é baseada em estimativas de um aumento de 1.7ºC a 2ºC na temperatura global, um cenário possível, mesmo que todos os países cumpram suas metas conforme o acordo climático de Paris. No futuro próximo, um clima mais quente significa que os insetos “fiquem ainda mais famintos e mais numerosos”, adverte o estudo. "Temperaturas mais quentes mostraram acelerar a taxa metabólica de um inseto individual, levando-o a consumir mais alimentos durante sua vida útil”, conclui 

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