Área plantada com fumo em Santa Catarina cresce 21,6%
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Agronegócio

Área plantada com fumo em Santa Catarina cresce 21,6%

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A área plantada com fumo em Santa Catarina na safra 2003/2004 será 21,6% maior do que a anterior, com a produção devendo atingir cerca de 280 mil toneladas, nas 60.390 propriedades agrícolas onde a cultura é desenvolvida. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O principal motivo deste crescimento foi principalmente a migração dos produtores de cebola, que desestimulados com as perdas sucessivas e os baixos preços optaram pelo tabaco, que tem a compra assegurada pelas indústrias. Nos três Estados do Sul a área plantada aumentou de 353 mil hectares para 411 mil, com o total bruto produzido devendo chegar a 820 mil, contra 600 mil toneladas líquido na última safra.

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Hainsi Gralow, acredita que esta será a melhor safra de fumo dos últimos anos. Ele observou que o tabaco colhido até agora é de excelente qualidade. Apesar do problema de estiagem, principalmente na região do Alto Vale do Itajaí, que atrasou o transplante das mudas, a produtividade é excelente.

Gralow observou que apesar da produção prevista ter superado a expectativa inicial, que era de 400 mil toneladas, as indústrias deverão absorver sem maiores problemas. "A qualidade superior coloca o fumo brasileiro em posição favorável na exportação, além do fato que nos Estados Unidos a área cultivada caiu 50% em razão do alto custo da mão-de-obra", informa.

A principal preocupação do dirigente da Afubra está relacionada com os preços que serão praticados nesta safra. A segunda rodada de negociações com as indústrias, que estava prevista para o dia 5 foi cancelada. "Foi uma desconsideração com os produtores", reclama Gralow.

Ele disse que como se isso não fosse suficiente, as empresas decidiram não comprar fumo antes de janeiro. Sem dinheiro para passar o Natal, os fumicultores são obrigados a vender para os chamados clandestinos, que pagam valores abaixo da tabela. "Somente um produtor na região de Tubarão tem 800 arrobas prontas para entregar, mas para não ficar no prejuízo será obrigado a negociar com os compradores clandestinos", complementou o presidente.


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