Área plantada de fumo cai 15% na safra 2007/08
CI
Agronegócio

Área plantada de fumo cai 15% na safra 2007/08

A redução do plantio foi iniciativa dos próprios produtores
Por:

A área plantada com fumo em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul deverá reduzir em torno de 15% na safra 2007/08. Os dados são da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) com base numa pesquisa de campo.

A apresentação de todas as informações coletadas foi apresentada pelo presidente Marcílio Laurindo Dresch, nessa terça-feira (27-03), em Rio do Sul (SC), durante reunião com os procuradores da entidade. As regiões de Santa Catarina que deverão registrar a maior diminuição do cultivo do tabaco serão a Meio-Oeste e a Oeste, onde se cultiva a variedade burley, conhecido como de galpão.

A iniciativa de diminuir a área cultivada com tabaco nos três estados do Sul, que representam mais de 90% da produção nacional, foi dos próprios fumicultores. O motivo alegado é a falta de motivação em conseqüência do preço defasado. Na atual safra, as indústrias não corrigiram o valor, mas o custo de produção, de acordo com Dresch aumentou 1,02%.

"A proposta apresentada pelas entidades que representam os produtores foi de 15,9% para compensar as perdas dos anos anteriores". Outra conseqüência é que a variedade burley produzida no Brasil tem alto teor de nicotina. Com isso os países importadores buscam o fumo em outros mercados.

Medida é benéfica pois vai readequar o setor

O presidente da Afubra considera a redução como benéfica, sendo uma maneira de readequar o setor, até mesmo porque o mercado exige qualidade e não quantidade. Ele observou que desde 2000 houve um crescimento desordenado porque os Estados Unidos e o Zimbábue, principais concorrentes, diminuíram a oferta. Com isso os compradores internacionais recorreram ao Brasil.

Dresch observou que já nesta safra muitos fumicultores plantaram menos e, como as condições climáticas favoreceram, a perspectiva de renda deverá ser de 20% a mais.

Os produtores das regiões do Meio-Oeste e do Oeste catarinense já vinham desenvolvendo alternativas para abandonar, pelo menos parcialmente, o fumo. Tanto assim que passaram a investir na criação de gado de leite, aves e suínos.

Na maioria das propriedades, o tabaco significava nos últimos anos em torno de 50% das alternativas. O investimento nas novas atividades não chega a ser elevado porque eles têm condições de aproveitar a madeira do galpão da secagem do tabaco, ao contrário dos que cultivam a variedade virginia, que exige um alto investimento na construção de novas estufas.


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink