Argentina: colheita de soja e milho pertubada pela seca

Agronegócio

Argentina: colheita de soja e milho pertubada pela seca

País terceiro exportador mundial de soja, o segundo, de milho, e o quarto, de trigo
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A falta de chuva pelo efeito 'La Niña' está causando impacto na semeadura de soja e milho na Argentina, um país produtor mundial de alimentos, reduzindo as expectativas para a colheira 2010/2011, ambora a alta dos preços internacionais das commodities possa compensar as perdas econômicas.

"As expectativas de colheita se contraíram mais de 25% para o milho, e 9% para a soja, em relação há seis semanas", segundo a Econométrica, órgão de consultoria.

Já a Economía & Regiones considerou por sua vez que, "dependendo da intensidade do impacto de La Niña, o governo poderia perder até 3 bilhões de pesos (750 milhões de dólares) em 2011", com a queda das receitas provenientes dos impostos sobre as exportações da soja.

A seca dos últimos meses e a ausência de previsão de chuvas para os próximos dias deixaram também para trás a expectativa de chegar este ano a uma colheita recorde de 100 milhões de toneladas de grãos na Argentina, como previu em agosto a presidente Cristina Kirchner.

Em Chicago, a soja alcançou na terça-feira 13,87 dólares o bushel (35 L) para entrega em março, o nível mais alto desde agosto de 2008.

O calor e a seca afetam, inclusive, a capital, onde foram registradas em nove dias consecutivos máximas superiores a 33 graus Celsius, o que não ocorria desde 1952, obrigando a decretar alerta laranja, ao qual se seguiu o alerta amarelo, depois de a temperatura máxima baixar para 30 graus na quarta-feira.

Segundo o último informe da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a Argentina semeou até agora 75% dos 18,5 milhões de hectares destinados à soja, seu primeiro produto de exportação. Ano passado, neste mesmo período, foram semeados 86% do total.

No começo de novembro, o ministério da Agricultura, havia estimado para 2010/2011 uma colheita recorde de 103 milhões de toneladas de grãos.

A Argentina é o terceiro exportador mundial de soja, o segundo, de milho, e o quarto, de trigo.
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