Argentina diminui importação de cerejas do Chile
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Imagem: Pixabay
MUNDO

Argentina diminui importação de cerejas do Chile

País impõe rígidos requisitos fitossanitários para comprar a fruta fresca
Por: -Eliza Maliszewski

A Argentina não é um importador relevante de frutas cereja do Chile e diminuiu ainda mais a compra. Nesta temporada 2021/2022, a receita de cereja do Chile chega a 19,9 toneladas (1 caminhão), enquanto na temporada 2020/2021 a Argentina importou apenas 187,6 toneladas (9 caminhões) de cereja do país transandino. Os argentinos produzem cerca de 6.500 toneladas da fruta.

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa) destaca que a importação de cerejas do Chile está habilitada há mais de 10 anos e segue rígidas normas nacionais de saúde e qualidade. Graças a isso, até o momento, não houve problemas devido a pragas. 

Os requisitos fitossanitários estabelecidos para importar cereja fresca do Chile baseiam-se em um complexo estudo analítico e técnico denominado Análise de Risco de Pragas (PRA), que identificou e avaliou os riscos à saúde do produto e permitiu estabelecer as medidas de manejo desses riscos. 

Como produto do processo PRA, são identificadas as pragas preocupantes ao país. Quanto aos vírus, as frutas frescas não são consideradas meio de dispersão, o que significa que não apresentam risco fitossanitário para esse tipo de praga. Isso se aplica a todas as frutas frescas destinadas ao consumo. É a principal base técnica aplicada também para a exportação de frutas da Argentina para outros países. Por outro lado, o material de propagação representa um risco de propagação de doenças.

O principal comprador de cerejas chilenas é a China. Em menos de dez anos, as exportações aumentaram de 50 mil toneladas em 2012, para 232 mil toneladas no ano passado. Entre 2014 e 2020, a área dedicada às plantações de cerejas pelos chilenos aumentou de pouco menos de 17 mil hectares para cerca de 40 mil, de acordo com dados do governo. O valor das exportações também seguiu o ritmo de crescimento: de 852 milhões de dólares para mais de 1,45 bilhão de dólares entre 2016 e 2020. Apesar da pandemia, as vendas para 2021 devem alcançar o valor de 1,3 bilhão de dólares.


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