Armazéns de SC guardam estoque de milho da safra passada

Agronegócio

Armazéns de SC guardam estoque de milho da safra passada

Por falta de espaço nos armazéns e silos, as cooperativas catarinenses estão recorrendo a parceiros
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Nem a pior seca dos últimos 43 anos, que já causou um prejuízo de R$ 845 milhões na produção de grãos em Santa Catarina, está sendo suficiente para amenizar o déficit que o Estado tem em armazenagem. Por falta de espaço nos armazéns e silos, as cooperativas catarinenses estão recorrendo a parceiros - inclusive gaúchos - para estocar a safra de milho, o principal cereal usada na fabricação de ração animal.

A maior cooperativa agropecuária de Santa Catarina, a Cooperalfa tem 480 mil toneladas estocados no Estado e no Rio Grande do Sul. Frigoríficos, como a Sadia, Seara e Perdigão, estão disponibilizando silos e armazéns para abrigar a produção. "Em Santa Catarina nós não temos mais espaço para estocar o milho", diz o presidente da Alfa, Mário Lanznaster.

O caos na armazenagem foi provocado, em parte, pela queda na cotação dos principais cereais. O preço do milho chegou cair quase 50% nos últimos 12 meses, mas já dá sinais de recuperação. Em pouco mais de 30 dias o cereal teve um crescimento de 15% na cotação. Ontem, o saco de 60 quilos era vendido a R$17,70 na região de Chapecó.

"Os associados não querem vender porque esperam um preço melhor", continua Lanznaster, contando que a Alfa ainda mantém estocada a maior parte da safra anterior.

O presidente da Organização das Cooperativas de Santa Catarina (Ocesc), Neivor Canton, disse que o déficit de armazenagem no Estado é de 50%, ou seja para cada duas toneladas produzidas, só há espaço para estocar uma. A expectativa do Instituto de Planejamento e Economia Agrícola de Santa Catarina (Icepa) era que fossem colhidas 4,14 milhões de toneladas.

"Para esta safra a preocupação com o déficit diminui, gerando um alívio que ninguém queria. Mas por causa da frustração de safra, muitos projetos em andamento devem ser repensados pelas cooperativas. A safra de 2004/2005 pode não chegar a três milhões de toneladas", diz Canton.


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