Arrozeiros cobram apoio à comercialização

Agronegócio

Arrozeiros cobram apoio à comercialização

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A semana é de expectativa para o setor orizícola. As principais reivindicações do segmento serão apresentadas ao Ministério da Agricultura nos próximos dias. No topo da lista, a necessidade de uma política que garanta melhor preço para a saca de arroz, foco de todas as medidas. Os produtores, reunidos na sexta-feira passada, apresentaram as solicitações ao deputado federal gaúcho Luiz Carlos Heinze (PP-RS), que irá entregá-las ao ministro Reinhold Stephanes.

Para facilitar o escoamento da produção, os agricultores sugerem a adoção do prêmio equalizador pago ao produtor (Pepro), sistema que garante receber do governo a complementação do valor pago pelo mercado. A ideia é que a medida seja discutida diretamente com a indústria, para que entidades e cooperativas do setor possam negociar em suas localidades. "Vamos apresentar a proposta para as fábricas e esperamos que o governo cumpra a sua parte", afirma Ademar Koshenborger, presidente da União Central de Rizicultores, que considera o mecanismo uma das saídas para a crise atual.

O preço oferecido hoje pela saca fica em torno de R$ 25,00, enquanto que a expectativa dos orizicultores era obter um valor superior a R$ 35,00. "Não conseguiremos pagar todas as contas nem os custeios alongados. Além disso, os investimentos ficam inviáveis", alerta Koshenborger. O dirigente lamenta a falta de uma política para o arroz e lembra que, dos últimos dez anos, sete fecharam no vermelho.

Outra forma de atenuar esse cenário é com o estímulo às exportações de arroz beneficiado. "Assim seria possível agregar valor ao produto", alega o vice-presidente da Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Gilmar Freitag. Por enquanto, a orientação é para que os produtores tentem negociar a preços melhores. "Vamos vender só o necessário para ver se recuperamos um pouco o valor até o próximo leilão, marcado para o mês que vem", argumenta Freitag.

Pelos cálculos de Heinze, são necessários mais R$ 300 milhões para contratos de opção e outros R$ 100 milhões para o Pepro e o Prêmio para Escoamento da Produção (PEP). Segundo o deputado, essa fórmula garantiria a comercialização de 500 mil toneladas do produto e a exportação de mais 700 mil.

No próximo dia 22, data ainda a ser confirmada, deve ocorrer uma audiência pública na Assembleia Legislativa com deputados federais e senadores do Rio Grande do Sul para que os produtores apresentem suas demandas. Entre os pedidos, estará a criação de um órgão no Ministério da Agricultura que controle os preços da cadeia, principalmente o reajuste de insumos usados na produção.


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