Atraso não atrapalha previsão para safra em Sorriso (MT)

Agronegócio

Atraso não atrapalha previsão para safra em Sorriso (MT)

Apesar do atraso das chuvas, em comparação ao ano passado, a semeadura segue normal e deverão ser cultivados cerca de 600 mil ha
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O município de Sorriso, maior produtor mundial de soja, deu início na semana retrasada ao período de plantio da safra 2007/08. Apesar do atraso das chuvas, em comparação ao ano passado, a semeadura segue normal e deverão ser cultivados cerca de 600 mil, um avanço de 3% em relação ao volume de hectares plantados no ciclo passado. A soja ganha espaços perdidos nas safras anteriores e também ocupa área degradadas.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Sorriso (460 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), Nelson Luiz Piccoli, em relação aos últimos quatro anos, o atraso para o início das chuvas é considerado dentro da normalidade em se tratando do plantio desta safra. “O clima de nossa região tem esta característica: em alguns anos começa a chover mais cedo e em outros começa um pouco mais tarde”, explica Piccoli, lembrando que essa demora para o início do plantio não traz nenhum prejuízo para o setor com relação à cultura da soja.

Entretanto, Piccoli explica que a demora em chover, comparando com o mesmo período do ano passado, deverá refletir uma diminuição de área no cultivo da safrinha, tanto do milho como para o algodão. “Os algodoeiros já estão optando pela cultura como safra normal, devido às vendas antecipadas, porque tudo indica que eles terão problemas com a safrinha de algodão”, alerta o presidente do sindicato, lembrando que nestes casos os cotonicultores deixarão de plantar algumas áreas de soja na safra normal. “Também teremos redução de área plantada com milho, se comparado ao ano passado, em decorrência da chuva ainda não ter se regularizado”.

O ruralista frisa que mesmo sem ter certeza dos números, pode-se considerar uma redução de 50 mil hectares na safrinha do próximo ano.

Normalidade:

A cultura de Sorriso não será afetada pelo atraso no início das chuvas. Segundo Piccoli, o normal no município é plantar soja a partir do dia 10 ou 12 de outubro. “A partir disso não há nenhum tipo de prejuízo com relação à produtividade”, tranqüiliza Piccoli, ponderando que a partir do período citado, as chuvas se mantêm numa regularidade de distribuição em vista da chuva que começa muito antecipadamente e depois registra períodos sem chover. “O ano passado tivemos grandes problemas devido a desequilíbrio pluviométrico que afetou na germinação da soja, no excesso de chuva na hora de colher e no excesso de chuva quando foi plantado o milho safrinha”, enumera Piccoli, prevendo que para este ano os problemas com relação às chuvas não serão registrados. “Teremos sim uma redução de safrinha, mas, por enquanto, nenhum prejuízo para o setor produtivo da soja”, finaliza o presidente.

Área:

Cerca de 70% a 80% dos produtores de soja do município de Sorriso já plantaram alguma extensão de terra nesta safra e em torno de 15% a 20% continuam plantando depois da terceira chuva que ocorreu há quase uma semana.

De acordo com Piccoli, as propriedades que receberam as três primeiras chuvas possuem um nível maior de umidade no solo que proporciona mais segurança para o plantio. “As áreas de várzeas possuem uma quantidade de umidade mais superficial que possibilita o produtor a arriscar e plantar um pouco mais nestes locais”. Ele lembrou que o índice aproximado de 70% a 80% dos produtores que iniciaram o plantio foi reduzido nos últimos dias em relação à continuidade do plantio já iniciado, porque o produtor não pode arriscar muito. “A maioria plantou alguma coisa com as primeiras chuvas, até para regular as máquinas e aproveitar a umidade do solo, mas, até não voltar a ter outra chuva que atenda todo o município o produtor não deve correr o risco de plantar”, alerta o presidente do sindicato.

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