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Atraso no plantio de soja em Goiás já "compromete" milho 2ª safra, diz Aprosoja-GO

Goiás é o quarto maior produtor de milho na segunda safra do Brasil
Por: -José Roberto Gomes
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O plantio de soja da safra 2017/18 em Goiás não passa de 10 por cento da área prevista até agora em razão da falta de chuvas, ante 25 por cento há um ano, e já “compromete” o milho de segunda safra, que é semeado após a colheita da oleaginosa, afirmou nesta segunda-feira a Aprosoja no Estado. Conforme a associação de agricultores, toda a cadeia produtiva do milho, considerado um carro-chefe para Goiás, pode ser prejudicada no próximo ano.

Isso porque a área destinada ao milho verão já será menor, e agora a chamada “safrinha” também pode ficar exposta a condições climáticas não tão favoráveis, já que sua janela de plantio se encerra em fevereiro. “Estamos diminuindo a área de milho no verão e nós teremos uma ‘safrinha’ comprometida, porque mesmo sendo plantada, ela terá uma produtividade menor”, disse o presidente da Aprosoja-GO, Bartolomeu Braz Pereira, acreditando que isso pode ter impacto no mercado.

Goiás é o quarto maior produtor de milho na segunda safra do Brasil, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com produção de 7,56 milhões de toneladas em 2016/17. A nota da Aprosoja afirma ainda que alguns produtores deverão plantar menos milho segunda safra do que o planejado, porque muitos estariam menos propensos a arriscar o plantio em áreas marginais, em condições climáticas menos favoráveis.

Nos últimos dias, produtores de soja de Goiás têm acelerado o plantio para evitar que as lavouras registrem queda no rendimento, com alguns buscando ainda plantar o milho dentro de uma janela climática adequada, até fevereiro, uma vez que o ciclo de desenvolvimento da soja até a colheita leva de 105 a 115 dias. Em nota, a Associação dos Produtores de Soja e Milho em Goiás recomendou que os produtores façam primeiro o plantio da soja para depois replanejar sua safrinha. A Aprosoja-GO diz que os produtores podem recorrer a culturas alternativas, como sorgo, braquiária e feijão caupi, que podem ter menor custo de produção, preços de venda relativamente atrativos ou ainda proporcionar melhorias ao solo. 

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