Aumento no consumo de carne suína fortalece mercado interno

Agronegócio

Aumento no consumo de carne suína fortalece mercado interno

O consumo per capita deverá atingir os patamares de 14,5kg em 2011
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O consumo per capita de carne suína deverá atingir os patamares de 14,5kg em 2011. Valor 1,5kg maior do que o Brasil vem apresentando desde 2006, período em que o consumo se manteve estagnado na casa do 13kg per capita. O panorama é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que também garante que em 2011 a oferta interna de carne de frango pode corresponder aos mesmos 46% que em 2005 correspondiam à oferta de carne bovina. A oferta das três carnes para cada um dos habitantes brasileiros, que era de 87 kg per capita em 2005, estará no ano que vem apresentando um acréscimo de 10,9 kg, ou seja, 98kg, dos quais 45,4 kg de aves, 38,1 kg de carne bovina e 14,5 kg de suína. Mas a disponibilidade interna per capita será ainda maior que a projetada se o contingente populacional ficar aquém desse número, como apontam números preliminares do censo de 2010, já que todos esses valores foram baseados em uma população brasileira muito próxima dos 195 milhões de habitantes.

A queda nas exportações brasileiras evidenciam, mais uma vez, a força do mercado interno para a carne suína e a dificuldade de avanço para novos mercados. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de carne suína atingiram 42,3 mil toneladas em outubro. O resultado representa uma queda de 32,8% sobre o mesmo mês de 2009. Na comparação com setembro deste ano, a queda foi de 10,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, o volume exportado alcançou 543,9 mil toneladas, um recuo de 4,6% em relação a igual período anterior.

O aumento da produção ao redor de 3,5% e a queda nas exportações colocou no mercado doméstico um volume de carne suína 5,13% superior ao volume de 2009, ano em que o aumento da disponibilidade interna foi superior ao crescimento demográfico causando sérios danos à economia setorial. Pode-se considerar, então, que este cenário favorável à suinocultura é reflexo de todo trabalho desenvolvido pelo PNDS que pode ser constatado no mercado atual com recuperação dos preços pagos ao produtor, o aquecimento da demanda interna e o preparo da cadeia produtiva da carne suína para aproveitar este bom momento da economia.

Em Minas Gerais, por exemplo, o mercado de suínos vem se comportando positivamente nos últimos meses. Em agosto, o preço do quilo do suíno vivo era de R$ 3,07. Passou para R$ 3,22 em setembro, R$ 3,42 em outubro e alcançou R$ 3,60 no dia 4 de novembro, segundo informações da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg).

O mesmo cenário se repete em São Paulo e nos estados do sul do país. Os produtores paulistas comercializaram nessa semana 7.340 suínos a R$ 65,00 e R$ 67,00/@, o equivalente a R$ 3,46 e R$ 3,57 o quilo do suíno vivo, respectivamente. Já no Sul, o estado do Paraná o quilo do suíno vivo foi comercializado a R$ 3,15, nos mesmos patamares ficaram as vendas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com máxima de R$ 3,10 e R$ 3,00 o quilo do suíno vivo, respectivamente. Os dados são das Associações estaduais.

Declarações

“A alta no preço da carne bovina, foi uma das responsáveis pela mudança de comportamento do consumidor, que passou a procurar por outras opções de proteína puxando, assim, os setores de aves e suínos. Com o mercado aquecido e a demanda equilibrada, a expectativa é os preços se mantenham nesses patamares”
João Bosco Martins de Abreu, presidente da ASEMG

"O preço dessa semana foi atingido pela grande procura por suínos vivos, ao mesmo tempo, pelos preços da carcaça que chegaram ao patamar de R$ 5,60 o quilo. A expectativa é de que a cotação dos animais deve atingir os R$ 70,00 nesta semana”.
Valdomiro Ferreira Junior, presidente da APCS
 
Hoje a suinocultura está muito promissora, a atividade por longos meses não era mais rentável e estava fazendo com que muitos suinocultores desistissem da atividade. A preocupação sempre é pelo preço pago ao produtor e a margem de lucro na propriedade, e isso têm aumentado consideravelmente com esse novo cenário e demanda do mercado interno.
Valdecir Folador, presidente da ACSURS
 
Cotações
Máx
SP
R$ 3,57
PR
R$ 3,15
SC
R$ 3,00
GO
R$ 3,60
RS
R$ 3,10
MG
R$ 3,60
DF
R$ 3,40
MS
R$ 2,90
MT
R$ 2,75
CE
R$ 4,05

 
 As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos.
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