Autoridades aguardam mais alimentos da Conab para alimentar haitianos

Agronegócio

Autoridades aguardam mais alimentos da Conab para alimentar haitianos

A primeira remessa, de 10 toneladas, chegou há dez dias e já acabou
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As autoridades de Brasileia ainda aguardam a chegada da nova remessa de alimentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para ser distribuída aos mais de dois mil haitianos que entraram ilegalmente pela fronteira com o Peru. A primeira remessa, de 10 toneladas, chegou há dez dias e já acabou, de acordo com a prefeita da cidade, Leila Galvão.


Por enquanto, o governo do estado contrata empresas de alimentação para que forneçam almoço e jantar aos refugiados. A prefeita disse que as refeições são servidas em restaurantes e bares de Brasileia.

Outra preocupação das autoridades locais é quanto à possibilidade de permanência dessas pessoas por um longo período, de maneira ilegal no país. Em reunião com a Polícia Federal, a prefeitura de Brasileia e Epitaciolândia – ligadas por uma ponte – decidiram disponibilizar quatro funcionários para acelerar o processo de recolhimento de informações e documentos necessários ao processo de emissão dos vistos de permanência dos haitianos no Brasil.

A prefeita disse que o governo do estado também enviou à cidade uma máquina para tirar as cópias dos documentos dos haitianos. Com isso, a Polícia Federal vai aumentar o atendimento diário de 40 para 50 pessoas. A expectativa é que em 30 dias os refugiados possam ter os vistos de permanência no Brasil autorizados. O problema é que praticamente todos os dias chegam mais imigrantes a Brasileia.


Por se tratar de uma cidade pequena – com 15 mil habitantes na área urbana – a estrutura de hotéis, pousadas, postos de saúde, escolas e restaurantes é limitada. A prefeita reconheceu que isso tem aumentado a impaciência dos moradores com a presença dos haitianos.

“Precisamos conviver com eles. É uma questão humanitária, mas fica na população um sentimento de transtorno e que os governos do estado e do município têm preocupação maior com os haitianos do que com a população”, disse Leila Galvão. Ela admite que a ociosidade da maioria dos haitianos pode agravar esse problema e “gerar uma situação adversa”.

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