Aviação agrícola é coisa de mulher
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Imagem: Castor Becker Junior
ESPECIAL

Aviação agrícola é coisa de mulher

A aviação agrícola tem espaço para todos mas as mulheres passaram a buscar também a qualificação
Por: -Eliza Maliszewski

Sim. Aviação agrícola é coisa de mulher. E de homem também. Esta reportagem não é uma defesa feminina embora a repórter seja mulher. A aviação agrícola tem espaço para todos mas as mulheres passaram a buscar também a qualificação para esta profissão que tem tamanha relevância da sanidade das lavouras no campo.

Talvez um fato que explique este interesse é que o Brasil tem a segunda maior e uma das melhores forças aéreas agrícolas do mundo. São cerca de 2,3 mil aviões. Nesse setor, o país está atrás apenas dos Estados Unidos, que tem cerca de 3,6 mil aeronaves atuando em lavouras. E à frente de potências como Argentina, México, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

A profissão de piloto agrícola é uma das mais intensas e exigidas da aviação brasileira e veio quase vinte anos depois do começo da atividade. Vamos entender: a aviação agrícola brasileira começou em 1947, no Rio Grande do Sul. A formação específica só veio em 1967 e a primeira turma foi em 1969. 

Você vai ver no vídeo abaixo que a primeira mulher piloto agrícola foi a paulista Ana Rogato, que já voava sobre lavouras de café combatendo a broca em 1948. Registros mostram que a primeira mulher formada piloto agrícola teria sido na década de 70 no extinto Centro Nacional de Engenharia Agrícola (Cenea), em Iperó (SP). A foto antiga mostra a comandante Célia em meio a outros alunos mas não há mais informações sobre ela.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional da Aviação Agrícola (Sindag), Thiago Magalhães Silva, a aviação agrícola é aberta a todos os pilotos dedicados a se tornarem excelentes profissionais, já que é um dos ramos mais intensos da aviação e que exige muito aprendizado. “Onde tanto quem voa, quanto do pessoal em terra, mesmo os técnicos e agrônomos, precisam passar por especialização para atuar.  Assim, o critério é ser sério e competente, independente de raça, credo ou sexo. O que vale também para lideranças, já que temos também empresárias aeroagrícolas, uma delas inclusive atuando na diretoria do Sindag”, destaca.

No vídeo a seguir vamos mostrar a atuação de mulheres nesse setor e como é feita a formação de um piloto agrícola no Brasil. Confira: 


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