Aviação agrícola em transição

Agronegócio

Aviação agrícola em transição

Júlio Augusto Kämpf passa o comando ao presidente eleito Nelson Antônio Paim, de Primavera do Leste/MT
Por: -Janice
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Maio e junho está representando um período de transição para o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), que este ano completa seu 20º aniversário. O atual presidente da entidade, Júlio Augusto Kämpf, de Cachoeira do Sul/RS, está passando o comando ao presidente eleito Nelson Antônio Paim, de Primavera do Leste/MT. O Sindag continua com sede em Porto Alegre, abrangendo cerca de metade das 235 empresas do setor hoje existentes no País (dados da ANAC).

A eleição de Paim ocorreu no início de maio, na sede do Sindicato. Sua posse será no início de julho. Mas antes, o atual e o futuro presidente dividirão o comando do 20º Congresso Mercosul e Latino Americano de Aviação Agrícola, que vai ocorrer entre 15 e 17 de junho, em Florianópolis/SC. Além de workshop sobre gestão e organização empresarial, palestras de fabricantes e feira de equipamentos, o evento servirá para troca de experiências entre pilotos de vários países.

CONQUISTAS

O Sindag também estará comemorando a nova versão do Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica (RBHA) 137. O documento, de 1999, dita as regras para as operações aeroagrícolas no Brasil e passou por um amplo debate para sua modernização. As mudanças tiveram anos de debates com a participação do Sindicato e flexibilizaram várias regras para facilitar as operações, sem descuidar da segurança do pessoal e com o meio-ambiente. A homologação da nova versão do RBHA deve ocorrer nos próximos meses.

Outro tema que deve se fazer presente no congresso em Florianópolis são os convênios do Sindag com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). As duas entidades devem trabalhar juntas e estudos sobre uso de aviões em lavouras de cítricos, arroz e florestas, no combate à ferrugem da soja e na criação de dispositivos para aperfeiçoar o controle de deriva (veja abaixo). Só para lembrar, o Brasil tem hoje a segunda maior força aérea agrícola. Segundo a ANAC, são 1.560 aviões em operação.

Nelson Antônio Paim - presidente eleito
 
O que é DERIVA

A aplicação de defensivo por avião requer menos produto que com uso de trator porque o sistema usa partículas menores e a aplicação é mais rápida. Essas partículas (gotas bem pequenas) ficam em suspensão por alguns segundos na lavoura, o que torna mais eficaz a aplicação (por isso o avião chega a voar a 3 metros de altura do solo).
 
Mas essa nuvem não pode se deslocar pra fora da lavoura. Ou seja, é preciso evitar a deriva. Isso é feito com cálculos de velocidade, trajetória, vento e tamanho das gotículas. Pensa-se, por exemplo, em desenvolver sensores para se colocar nos limites das lavouras, a fim de informar em tempo real ao piloto qualquer alteração que precise ser feita no vôo.

As informações são da assessoria de imprensa do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

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