Avicultor apela ao governo federal


Agronegócio

Avicultor apela ao governo federal

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A comitiva de salvamento da Chapecó Alimentos, composta por prefeitos, deputados e representantes dos produtores integrados dos três estados do Sul do país, realiza hoje a última das quatro reuniões que foram agendadas para tentar manter o funcionamento da agroindústria. Às 11h30min, o grupo vai conversar com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comécio Exterior, Luiz Fernando Furlan. A expectativa é de que o ministro possa encaminhar uma solução rápida, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Chapecó está atrasando de novo o pagamento dos produtores integrados e também a entrega de ração para alimentar os animais.

O presidente da Associação de Municípios do Oeste Catarinense (Amosc) e prefeito de Chapecó, Pedro Uczai, disse que o objetivo da reunião com o ministro é conseguir um crédito de emergência para manter a empresa funcionando, normalizar os pagamentos e a entrega de ração. Uczai destacou que espera do ministro Furlan uma decisão política de buscar a solução, por meio do BNDES.

A comitiva esteve no BNDES na semana passada e, ontem, manteve reuniões com diretores da Chapecó, do Bradesco e Banco do Brasil. Uczai informou que o Bradesco se comprometeu a manter linhas de crédito para a agroindústria. O vice-presidente do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, deve almoçar hoje com diretores do BNDES para analisar a concessão de financiamentos emergenciais à agroindústria.

Uczai acredita que a melhor saída no momento é o arrendamento da estrutura da empresa. O vice-presidente do Sindicato dos Criadores de Aves do Estado de Santa Catarina (Sincraves), Mauro Zandavalli, disse que espera do ministro a ingerência para que o BNDES seja o avalista dos empréstimos bancários, o que evitaria que a empresa parasse as atividades. Ele informou que existem empresas interessadas - uma delas francesa - em assumir a Chapecó Alimentos. No entanto, esse processo leva de quatro a seis semanas. Zandavalli disse que a situação é crítica e o aporte de recursos bancários é urgente, para manter a estrutura funcionando.

Ele afirmou que os criadores estão unidos em busca de uma solução e que, a partir dos encaminhamentos de hoje, o sindicato vai consultar as bases para decidir uma ação. A Chapecó Alimentos tem cerca de 1,7 mil produtores integrados, 4,6 mil funcionários e unidades frigoríficas em Chapecó, Xaxim, Santa Rosa (RS) e Cascavel (PR).


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