Avicultor de SC está perto de ter melhor preço

Agronegócio

Avicultor de SC está perto de ter melhor preço

Ontem foi estabelecido um cronograma de ações que atende as reivindicações
Por:
56 acessos

Depois de 10 reuniões e seis meses de negociação, que contou com a inédita mediação de um juiz agrário, está próximo um acordo entre avicultores e agroindústrias catarinenses. Ontem (05-07) foi estabelecido um cronograma de ações que atende em parte as reivindicações do setor. Desde o início do ano os produtores estavam reclamando que a remuneração média era de R$ 0,2 por ave, enquanto que planilhas de custo da Embrapa Suínos e Aves indicava um custo de produção de 0,43 centavos por ave de 2,5 quilos.

Os produtores não conseguiram os R$ 0,40 por quilo reivindicados no início da negociação. Nem a participação nos lucros das empresas. Mas a partir da próxima semana negociam com as agroindústrias, através do Sindicato dos Criadores de Aves de Santa Catarina (Sincravesc), novo reajuste. O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina, José Zeferino Pedrozo, sugeriu a criação de um conselho paritário entre avicultores e indústrias, com planilhas acompanhas por uma universidade, para definir futuras remunerações.

Para o presidente do Sincravesc, Valdemar Kovaleski, o encontro de ontem teve grandes avanços, como a garantia de padrões novas aviários e a possibilidade de os produtores terem voz nas comissões que definem a necessidade de investimento em melhorias. Kovaleski informou que, somente nas proximidades de Chapecó, 150 aviários fecharam em 2007 pois os produtores não tinham retorno financeiro com a atividade.

Produtores ficaram com mais dívidas nos bancos:

O produtor Edivaldo Ferrari disse que as empresas fizeram exigências e os produtores tiveram que financiar as melhorias, ficando com dívida no banco e com remuneração insuficiente para pagar as despesas. Outro produtor, Eldir Taufer, que chegou a ficar com o aviário quatro meses parado, disse que houve avanço.

O juiz agrário Ermínio Darold comemorou o fato de que ocorreram avanços na reunião e, para as questões mais complexas, que dependem de planilha, foram definida datas para as negociações. Mesmo sem ter poder de julgar na questão, o juiz agrário contribuiu com sugestões.

Darold disse que esta mediação é inédita no país e serve como piloto para o Tribunal de Justiça do Estado, que analisa a possibilidade de criar um juizado para mediação.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink