Avicultores pernambucanos esperam nova carga de milho transgênico argentino


Agronegócio

Avicultores pernambucanos esperam nova carga de milho transgênico argentino

Por: -Admin
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Os avicultores pernambucanos devem enfrentar uma nova "maratona burocrática" para importar uma segunda carga de milho transgênico da Argentina. Dessa vez, um pool de 18 empresas espera trazer entre 25 mil e 30 mil toneladas de milho geneticamente modificado para abastecer o mercado local por 15 dias. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) alerta que para desembarcar a carga, os empresários do setor terão que atender aos termos de ajustamento de conduta, assinado em 1º de maio.

"A cada importação, eles terão que pedir autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e apresentar o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) para as empresas que vão transportar e processar o milho para ração", explica o gerente executivo do Ibama, João Arnaldo Novaes. Segundo ele, está sendo criado um sistema de monitoramento para fiscalizar cargas de milho, trigo e arroz que entrarem nos portos pernambucanos, para detectar a presença de organismos geneticamente modificados (OGMs).

O presidente da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), Edílson dos Santos Júnior, diz que, apesar das dificuldades, o milho argentino continua sendo a alternativa que garante maior competitividade à avicultura do estado. Enquanto a saca de 60 quilos de milho do Centro-Sul chega a Pernambuco a R$ 33, o grão argentino é posto na granja a R$ 24,50. "Com o recuo do dólar, o grão argentino pode entrar em Pernambuco até por R$ 22", compara.

Carga polêmica

A polêmica carga de 17,8 mil toneladas de milho argentino importada por 11 empresários que ficou uma semana retida no Porto do Recife ainda está sendo descarregada. A expectativa da Avipe é que a expedição seja concluída até sábado. A carga de US$ 2,1 milhões foi paga antecipadamente aos produtores argentinos, depois de negociações de um mês.

O presidente da Associação Cearense de Avicultura (Aceav), José Bessa Júnior, afirma que está avaliando juridicamente a possibilidade de importar milho transgênico da Argentina. "Já fizemos contato com os produtores argentinos para levantar a disponibilidade, mas estamos preocupados com a burocracia brasileira na liberação das importações", comenta. Ele diz que se os preços do milho de Goiás e do Paraná caírem, vai optar pelo produto nacional. A diferença de preço entre o grão argentino e o brasileiro chega a ser de 28%.

Amanhã (07-05), o Ministério da Agricultura realiza leilão de contratos de opção de venda para 500 toneladas de milho. Este quarto leilão encerra os lançamentos de contratos para o produto. No último pregão, em 24 de abril, o Nordeste arrematou 19,5 mil toneladas de milho. Pernambuco chega a comprar 30% da oferta dos leilões. Na avaliação do presidente da Avipe, desta vez o estado deve arrematar 40% da oferta destinada ao Nordeste. "Em função do milho argentino que estava detido no porto, muitos avicultores ficaram de fora do último leilão", afirma. "Agora é hora de reforçar os estoques porque a carga de 17,8 mil toneladas só será suficiente para 12 dias."

Das 1,5 milhão de opções ofertadas desde 20 de março, o governo só conseguiu vender 332 mil toneladas. Uma boa notícia para os avicultores nordestinos é que a queda do dólar deve provocar uma redução nos preços.


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