Avicultura sul-africana insiste em restrição à carne de frango brasileira
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Agronegócio

Avicultura sul-africana insiste em restrição à carne de frango brasileira

De 2008 para 2012 as importações cresceram quase 150%
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A carne de frango exportada pelo Brasil pode não representar problema maior para a avicultura da África do Sul. Mas, na tentativa de fazer o governo local baixar medidas protetivas para a atividade, líderes avícolas procuram repassar à opinião pública a ideia de que o frango brasileiro está colocando em risco a sobrevivência do setor e afetando a geração de empregos.


Na semana passada, em coletiva de imprensa, Kevin Lovell, presidente da Associação Avícola Sul-Africana, revelou que as importações de carne de frango do país aumentaram dramaticamente de 2008 para 2012, passando de 97.565 toneladas para 238.582 – um aumento de quase 150% no curto espaço de quatro anos. E isso – afirmou pode levar ao fechamento de 20 mil postos trabalhos. Daí propor a elevação das taxas de importação de, por exemplo, 27% para 82%.

Segundo analistas locais, são outras as causas dos problemas da avicultura sul-africana. Entre elas está, principalmente, o aumento de custos – não só os decorrentes da elevação de preço das matérias-primas, mas também os advindos da mão de obra e da energia elétrica.


E, aqui, o próprio presidente da Associação local chama a atenção para o fato de que enquanto na África do Sul aumenta o preço da energia elétrica, no Brasil ele sofre uma redução, o que favorece ainda mais o produto brasileiro. Mas ele ainda deixa escapar que a perda de mercado regional também é causa de transtornos para o setor. Ou seja: a África do Sul, que era grande exportadora para países vizinhos, agora enfrenta restrições por parte de seus importadores.

E o Brasil? Que culpa tem nesse episódio? Aumentou de fato suas exportações nos níveis apregoados pelo líder da avicultura sul-africana?

Os dados da SECEX/MDIC mostram que não. Por exemplo, se é verdade que entre 2008 e 2012 as importações da África do Sul aumentaram perto de 150%, o aumento do volume exportado pelo Brasil nesse espaço de tempo foi pouco além de 25%. Não só isso, pois, na realidade, as exportações brasileiras do ano passado foram inferiores às de 2006 e 2007.


Quer dizer: se a avicultura do último dos BRICS corre riscos, com certeza não é por culpa do frango brasileiro.

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