Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou, novamente, em queda, nos níveis mais baixos desde julho 2022, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Embora as negociações com a China ainda estejam em aberto, elas devem se concentrar no segundo semestre, após a colheita da Segunda Safra brasileira”, comenta.
“Com isto, não estão sendo fechados novos negócios de exportação neste momento, deixando os estoques inteiramente à disposição das indústrias, que não tem motivos para novas elevações de preço, muito ao contrário, aproveitam para melhorar suas margens, que não estavam sendo muito favoráveis neste primeiro trimestre do ano. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento maio/23 fechou a R$ 83,84, baixa de R$ -1,38 no dia e baixa de R$ -3,42 na semana; julho/23 fechou a R$ 83,98, baixa de R$ -1,73 no dia e baixa de R$ -3,10 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 83,87, baixa de R$ -1,36 no dia e baixa de R$ -1,92 na semana”, completa.
Em Chicago o milho teve fechamento misto com novas vendas para a China e perspectiva de aumento de área. “A cotação de maio fechou em alta de 0,56% ou $ 3,50/bushel a $ 633,50. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em alta de 0,08% ou $ 0,50 bushel a $ 611,75. A neutralidade das informações durante o dia justificou o fechamento misto, e com pouca variação, para o milho nessa quarta-feira em Chicago, ao contrário de seus pares que sofreram fortes quedas. O anúncio de novas vendas para a China deram suporte para as duas primeiras datas cotadas, assim como os números relativamente estáveis para a produção de etanol no país”, conclui.