O milho fechou em nova queda geral em todos os meses na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), por aumento dos estoques finais, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O relatório da Conab desta quarta-feira confirmou o que vimos afirmando constantemente neste espaço: que há uma grande disponibilidade de matéria-prima, que deixa as indústrias confortáveis. No relatório, a Conab aumenta em 713,6 mil toneladas a disponibilidade final da safra de milho no Brasil, passando-a para 8,05 MT, maior do que no ano anterior”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em nova queda geral: o vencimento março/23 fechou a R$ 87,35, queda de R$ 0,33 no dia e de R$ 2,21 na semana; maio/23 fechou a R$ 88,81, queda de R$ 0,23 no dia e de R$ 0,96 na semana; o vencimento de julho foi de R$ 87,05, alta de R$ 1,34 no dia e de R$ 0,09 na semana”, completa.
Na Bolsa de Chicago, a cotação de março fechou em leve alta de 0,67% ou $ 4,50/bushel a $ 678,50. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em alta de 0,41% ou $ 2,75 bushel a $ 665,25. “Assim como a soja, a BCR cortou as projeções para a Argentina para 42,5 milhões de tons. O petróleo estendeu a recuperação e adicionou firmeza. Além disso, o clima úmido do Brasil atrasa a colheita da soja e, consequentemente, o plantio do milho de segunda safra. Teme-se que a área final plantada seja cortada”, indica.
“O USDA reduziu seu consumo de etanol no balanço do milho em 25 mbu (635 mil t) para 6,69 bbu (169,93MT), mas deixou as exportações inalteradas em 1,925 bilhão (48,89 MT). Isso elevou o estoque final em 25 mbu (635 milt) para 1.267 bbu (32,18 MT)– mas os analistas estavam esperando um carryout de 1.273 bbu (32,33 MT) em média", conclui.