As cotações do milho na Bolsa de Mercadorias fecharam em baixa, nesta sexta-feira (01/10), em que pese o leve recuo que o dólar também apresentou no mercado, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Cotações perderam até R$ 1,00 por saca se comparados à quinta-feira, mas apesar disso, na variação semanal, o ativo se manteve em alta”, comenta.
“Os números de exportação vieram abaixo da temporada passada, e segundo informações da Secex,
confirmaram-se cerca de 2,85 milhões de toneladas, número cerca de 44,8% daqueles vistos na temporada 2020, quando foram exportadas 6,37 milhões, o que significa que mais milho foi destinado ao mercado interno. No fechamento, apresentaram-se os seguintes preços: novembro/21 a R$ 91,10 a saca (-0,94%); janeiro/22 a R$ 92,05 (-0,97%); março/22 a R$ 92,12 (-1,04%) e maio/22 a 87,71 (-1,02%)”, completa.
Em Chicago, o milho sobe levemente puxado pelo trigo, mas pressionado pelo avanço da colheita. “O contrato de milho para dezembro21 fechou alta de 0,98% ou 5,25 cents/bushel a $ 542,0; o contrato para julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou também em alta de 1,14% ou 6,50 cents/bushel a $555,25”, indica.
“O mercado foi sustentado, principalmente, pela alta do trigo. Dos próprios fundamentos, foram pressionados para baixo pelo avanço da safra norteamericana e estoques maiores que o esperado na contagem do estoque físico a partir de 01/09. A média de 7 dias atualizada da NOAA mostra um
bolsão de chuva se desenvolvendo ao longo da fronteira Tennessee / Carolina do Norte. Precipitação
residual da tempestade do Texas esta semana também está abrindo caminho para o Norte/Nordeste. Esses sistemas têm NOAA prevendo acumulações a leste do Cinturão do Milho de 19,5 mm a 38,1 mm durante a próxima semana, à medida que a colheita avança”, conclui.