Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) o milho mantém a sua tendência de queda nesta terça-feira, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O movimento continuou sendo especulativo: com dólar em queda e Chicago em queda, além dos prêmios do milho nos portos brasileiros que continuam em queda, não há como melhorar os preços, nem de exportação, nem do mercado interno, porque a falta de escoamento para o exterior faz sobrar muita mercadoria no mercado interno, trazendo alívio para os compradores que podem se dar ao luxo de oferecer preços cada vez menores pelo milho disponível. É o que estamos assistindo nos principais estados consumidores do Sul do País e em São Paulo”, comenta.
“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento maio/23 fechou a R$ 76,24, baixa de R$ -2,41 no dia e baixa de R$ -3,69 na semana; julho/23 fechou a R$ 76,27, baixa de R$ -3,36 no dia e baixa de R$ -3,68 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 76,76, baixa de R$ -2,79 no dia e baixa de R$ -2,99 na semana”, completa.
Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em baixa. “A cotação de maio fechou em baixa de -0,46% ou $ -3,00/bushel a $ 651,00. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em baixa de -0,44% ou $ -2,75 bushel a $ 627,75”, indica.
“O milho fechou a sessão dessa terça-feira em queda após o relatório WASDE do USDA não apresentar mudanças no estoque americano do cereal. A redução para os estoques mundiais foi abaixo do esperado pelo mercado, passando de 296,5 milhões para 295,3 milhões de toneladas. O clima favorável para o plantio de milho nos EUA também pressionou a cotação. A semeadura já está em 3% do total previsto e acima da média das últimas 4 campanhas”, conclui.