Houve avanços nos contratos de milho da B3 nesta quinta-feira, apesar dos mesmos se mostrarem ainda de lado em face de pouca negociação no mercado físico, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “É que, por lá, no contrato que mais avançou, obteve-se um ganho de 0,25%, com foco principal no longo prazo, e por aqui, em algumas regiões, a baixa do milho em negócios físicos realizados foi de até 3,8%”, comenta.
“Pesa, obviamente sobre essa conta, a baixa que o volumedas exportações vêm apresentado neste ano. Em números totais, nas quatro primeiras semanas de outubro o Brasil exportou cerca de 1,4 milhões de toneladas de milho, que somam-se às 12,8 milhões de toneladas exportadas em setembro. Estes números representam cerca de 25% a menos de exportações em comparação à temporada anterior. No fechamento, o vencimento novembro/21 foi cotado à R$ 87,95 (+0,18%), o janeiro/22 valeu R$ 88,07 (+0,47%), o março/22 foi negociado por R$ 88,00 (+0,25%) e o maio/22 teve valor de R$ 85,11 (-0,05%)”, completa.
Em Chicago o milho fechou em alta por aumentos no trigo, atrasos na colheita e aumento no etanol. “A cotação do milho para dezembro21 fechou em alta de 1,03% ou 5,75 cents/bushel a $ 563,0. Já a cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou em alta de 0,88% ou 5,0 cents/bushel a $ 574,5”, indica.
“O mercado de milho foi principalmente suportado por aumentos no trigo. Atrasos na colheita em certas partes dos Estados Unidos e os preços disponíveis firmes aumentaram o ímpeto, juntamente com as perspectivas de aumento da demanda pela produção de etanol. Os dados de vendas semanais de exportação mostraram 890.448 toneladas de milho compradas durante a semana que terminou em 21/10”, conclui.