De olho no mercado internacional, a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) apresentou quedas para o milho nesta quinta-feira, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Apesar da onda de calor se manter por pelo menos mais 7 dias, de acordo com meteorologistas, e um dólar com variação positiva (+0,22%); o mercado cedeu à possibilidade de realização de lucro e à pressão internacional, onde a Bolsa de Chicago apresentou recuo de 7,5 pontos no maio/24”, comenta.
“Na variação semanal, no entanto, os vencimentos continuam em cenário positivo, com ganhos de até R$ 3,26 no contrato julho/24. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento de março/24 foi de R$ 63,03 apresentando baixa de R$ 0,44 no dia, baixa de R$ 0,37 na semana; maio/24 fechou a R$ 63,11, baixa de R$ 0,65 no dia, alta de R$2,15 na semana; o vencimento julho/24 fechou a R$ 62,72, baixa de R$ 0,05 no dia e alta de R$ 3,26 na semana”, completa.
Na Bolsa de Chicago o milho fechou em baixa com clima no centro-oeste norte-americano antes do plantio. “A cotação de março24, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,94 % ou $ -4,00 cents/bushel a $ 422,50. A cotação para maio24, fechou em baixa de -1,70 % ou $ -7,50 cents/bushel a $ 433,75”, indica.
“As cotações do cereal acompanharam a queda do trigo. Além disso, chuvas no centro-oeste americano podem aliviar a pressão hídrica antes do plantio. Neste sentido, o Monitor da Seca aumentou de 32 para 36% a área com algum grau de seca. Este percentual também está acima dos 31% do ano anterior. A situação crítica está no Iowa, maior produtor de milho, onde 84,39% do estado sofre com algum grau de seca”, conclui.